Bomba gravitacional: o que é a arma que os EUA ameaçam usar contra o Irã

Atualizado em 5 de março de 2026 às 13:22
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o secretário de Guerra, Pete Hegseth. Foto: Andrew Harnik/Getty Images

Os Estados Unidos anunciaram que pretendem utilizar bombas gravitacionais de precisão em ataques contra o Irã, segundo declarações do secretário de Defesa do governo de Donald Trump, Pete Hegseth. De acordo com ele, o país possui um “estoque ilimitado” desse tipo de armamento e pretende empregá-lo em operações militares na região.

As chamadas bombas de gravidade são artefatos lançados por aviões bombardeiros diretamente sobre um alvo. Elas utilizam a força da gravidade e a velocidade da aeronave para atingir o destino. O armamento é usado contra alvos estratégicos como veículos militares, depósitos de armas, centros de comando e bunkers subterrâneos.

Apesar de serem consideradas um tipo mais simples de bomba, o modelo pode incluir tecnologias avançadas. “Bombas de gravidade são as mais simples: as lançadas de aviões. Atualmente, muitas delas também são usadas para penetração, usam a gravidade e penetram no solo para destruir bunkers, por exemplo, e têm um mecanismo de explosão com retardo para poder explodir dentro dos alvos”, explicou o professor de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, Vitelio Brustolin, ao g1.

Com o avanço tecnológico, surgiram versões de alta precisão capazes de ser guiadas após o lançamento. Esses sistemas utilizam kits de orientação que permitem corrigir a trajetória até o alvo. Segundo o especialista, “Esses kits podem funcionar a laser, a GPS ou por controle remoto de diversos tipos”.

Bomba gravitacional de precisão em caça. Foto: Getty Images

Esse tipo de armamento já foi utilizado em diferentes conflitos ao longo da história. As primeiras bombas de gravidade foram usadas durante a Segunda Guerra Mundial, inclusive nos ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki. Versões mais modernas também foram empregadas recentemente contra instalações militares e nucleares.

Para que esse tipo de ataque seja realizado, é necessário que o país atacante tenha domínio do espaço aéreo inimigo. Brustolin afirma: “Essas bombas geralmente são usadas quando existe superioridade ou supremacia aérea. Supremacia aérea é o nível mais elevado de controle do espaço aéreo do oponente quando você consegue sobrevoar o território do oponente livremente”.

Autoridades militares americanas afirmam que a capacidade de defesa do Irã tem diminuído desde o início do conflito. Segundo o general Dan Caine, os disparos de mísseis balísticos iranianos caíram 86% desde o começo dos combates, enquanto ataques com drones de uso único tiveram redução de 73% nos últimos dias.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.