Boris Casoy mostrou na entrevista com Flávio Bolsonaro que continua mestre na arte de puxar o saco. Por Kiko Nogueira

Com uma ou outra exceção, as perguntas e respostas das entrevistas de Flávio Bolsonaro à Record e à RedeTV na noite de domingo foram as mesmas.

Boris Casoy, em particular, brilhou com um talento irrepreensível de sicofanta na emissora de Marcelo de Carvalho.

Carvalho é o sujeito que gravou uma live em dezembro com Luciano Hang, da Havan, declarando apoio ao Jair.

“Eu tenho muito orgulho de estar engajado”, disse. “Desde 2010 ele frequenta os programas da RedeTV!. Eu o considero um amigo”.

Boris, por tabela, também considera os Bolsonaros amigos e assim os trata.

Ele saiu do script acertado previamente em duas ocasiões e em ambas foi patético.

Abriu o bate papo com uma levantada de bola espetacular, caprichando no beicinho.

“Queria saber se o senhor se sente perseguido. O que move as pessoas que estão vazando esse noticiário? Por que está indo a público”, quis saber. 

Em outras palavras: por que essa massa de informação que cheira a trambique não ficou escondida, mano?

Flávio pôde desfilar suas alegações estapafúrdias para os 48 depósitos de R$ 2 mil sem erguer uma sobrancelha do interlocutor.

Ao final, outra cortesia da casa: “Como o cidadão Flávio Bolsonaro está encarando toda essa questão? O ser humano, como é que se sente?”

Faltou completar: “Sinta-se abraçado, Flavinho”.

O programa satisfez a curiosidade dos telespectadores que questionavam se Boris Casoy ainda estava vivo.

Continua morto.

Marcelo de Carvalho, patrão de Boris, no programa do Raul Gil (Foto: Divulgação)

 

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