Boulos desafia a Globo. Por Moisés Mendes

Guilherme Boulos e a Globo. Foto: Wikimedia Commons/Reprodução/Globo

Publicado originalmente no blog do autor 

A Globo pode tomar uma decisão importante hoje, não só para a organização, mas para o jornalismo de toda a grande imprensa.

Como foi infectado pela Covid-19, Boulos não poderá participar do debate ao vivo e presencial que aconteceria à noite com Bruno Covas.

Mas o candidato do PSOL está se sentindo bem e decidiu propor à Globo que faça um debate virtual.

Quase metade do jornalismo da Globo hoje é online, com fontes sendo ouvidas em casa sobre qualquer assunto em todos os programas. A Globo não tem como fugir do desafio.

Não há a desculpa dos problemas técnicos de última hora. Hoje, qualquer criança faz as conexões e pode até mediar o debate.

A decisão da Globo pode reafirmar o acovardamento da grande imprensa e sua adesão incondicional aos projetos da direita, como pode representar alguma esperança de avanço em nome das liberdades e da democracia. A Globo não pode se encolher.

Há também a informação de que, por acordo entre Boulos e Covas, o debate deveria ser apenas presencial. Acordos podem ser revistos, dependendo das circunstâncias e do entendimento entre as partes.

Se quer o debate, em nome da transparência de projetos e ideias, Covas deve dizer que aceita. Se não aceitar, ficará marcado. Todos sabemos qual será a marca que levará na testa.

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