
A estatal brasileira ALADA (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A.) e a sul-coreana INNOSPACE anunciaram nesta sexta-feira (03) o lançamento-teste do foguete suborbital SEBIT a partir do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, com previsão para 2026.
O acordo marca o primeiro contrato da ALADA, criada para ampliar a exploração comercial da infraestrutura aeroespacial brasileira e atrair operações internacionais para lançamentos no país.
O voo servirá para avaliar o desempenho do SEBIT, a prontidão operacional da missão e a confiabilidade do foguete. A INNOSPACE pretende usar o teste para validar o comportamento do veículo em voo e reunir dados técnicos para aprimorar o modelo de serviço.
O SEBIT é um foguete suborbital multiuso, desenvolvido para testes de carga útil, verificação de tecnologias e missões de pesquisa. Esse tipo de voo chega perto do limite do espaço, mas não entra em órbita terrestre.
Teste em Alcântara deve gerar dados para clientes comerciais e pesquisa
O foguete foi projetado para simulações de microgravidade, pesquisas científicas, testes funcionais de componentes espaciais e demonstrações de tecnologia em condições de alta altitude e velocidade.
Com os resultados do lançamento, as empresas pretendem ampliar a confiança no SEBIT e expandir serviços de teste e verificação para instituições de pesquisa e clientes comerciais. Antes do anúncio, a ALADA negociava mais de 20 acordos de confidencialidade ligados a possíveis operações.
O Centro de Lançamento de Alcântara também carrega o histórico da maior tragédia do programa espacial brasileiro. Em agosto de 2003, uma explosão no Veículo Lançador de Satélite, o VLS, matou 21 pessoas durante a preparação para o lançamento da terceira versão do foguete nacional.
Pesquisa publicada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta que a maioria das vítimas integrava o grupo de especialistas brasileiros do programa espacial, e mais da metade eram engenheiros que detinham conhecimento técnico do processo de lançamento. O projeto do VLS acabou extinto em 2016.
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