
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou em suas redes sociais nesta sexta-feira (20) que o Brasil agiu de forma “impecável” durante o período em que vigoraram as altas tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos, conhecida como “tarifaço”. A medida foi implementada pelo governo de Donald Trump em 2025 e gerou uma série de reações diplomáticas por parte do governo brasileiro.
Ele comemorou a decisão da Suprema Corte dos EUA, que declarou a medida ilegal, classificando-a como uma vitória para os países afetados. O ministro ressaltou a postura diplomática do Brasil, afirmando que o país seguiu os “canais competentes” e apostou no diálogo para resolver a situação.
“O Brasil, em todos os momentos, se comportou diplomaticamente da maneira mais correta”, declarou Haddad, destacando a atuação do país tanto na Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto no judiciário americano.
Em seu pronunciamento, o ministro acrescentou que a postura do Brasil foi fundamental para garantir uma relação bilateral “impecável”. A decisão da Suprema Corte dos EUA, segundo ele, teve efeitos positivos para os países atingidos pelas tarifas, como o Brasil.
O ministro aproveitou para afirmar que o governo brasileiro estabeleceu uma relação direta com o governo dos EUA para tratar de questões relevantes, o que foi determinante para alcançar essa vitória. Ele, que acompanha o presidente Lula em uma agenda oficial na Índia, expressou seu otimismo com o desfecho do caso.
O Brasil, em todos os momentos se comportou diplomaticamente da maneira mais correta.
Acreditou no diálogo, na disputa pelos canais competentes tanto na OMC quanto no Judiciário americano, estabelecendo uma conversa direta para falar de temas relevantes.
O Brasil, do ponto de…
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) February 20, 2026
Em sua publicação nas redes sociais, o ministro reforçou a ideia de que o Brasil seguiu o caminho do diálogo e das disputas pelos canais diplomáticos, como a OMC e o judiciário americano, para resolver a questão. A postura do governo brasileiro foi fundamental para manter uma relação construtiva com os EUA, mesmo diante de desafios econômicos.
As tarifas sobre produtos brasileiros impostas pelo governo Trump começaram a ser aplicadas em abril de 2025, com uma taxa adicional de 10% sobre os produtos brasileiros importados. Esse aumento foi seguido de um novo acréscimo de 40% em julho do mesmo ano, totalizando uma alíquota de 50%.
Contudo, uma série de exceções foi criada, isentando itens como suco de laranja, aeronaves civis, veículos e autopeças, além de fertilizantes e produtos do setor energético. Em novembro de 2025, após o início das negociações diretas entre Trump e Lula, os EUA decidiram retirar a tarifa de 40% sobre novos itens, incluindo café, carnes e frutas, como parte de um acordo entre os dois países.
Essa retirada foi vista como um avanço nas negociações bilaterais, demonstrando que o Brasil conseguira negociar de maneira eficaz, ao mesmo tempo em que enfrentava os desafios impostos pela política comercial americana.