
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a elevar o tom contra o Irã e afirmou que “o tempo está se esgotando” para que Teerã feche um acordo que encerre a guerra no Oriente Médio ou reabra o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita em uma publicação na rede Truth Social, em meio à escalada do conflito e ao aumento da pressão internacional sobre uma das rotas mais estratégicas do comércio mundial de petróleo e gás.
Na mensagem, Trump disse que o prazo dado anteriormente ao Irã está perto do fim e reforçou a ameaça de ampliação da ofensiva. “Se lembram de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMIZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS”.
A fala vem no momento em que os mercados acompanham com preocupação os efeitos da guerra sobre energia, combustíveis e estabilidade regional.
Do lado iraniano, o governo afirma que não recusou a mediação do Paquistão nem de outros países, mas condiciona qualquer entendimento a termos considerados aceitáveis por Teerã. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que a posição do país vem sendo mal interpretada.
“Somos profundamente gratos ao Paquistão por seus esforços e nunca nos recusamos a ir a Islamabad. O que nos interessa são as condições claras para um fim definitivo e duradouro à guerra ilegal que nos está sendo imposta”, declarou em publicação também divulgada nas redes sociais.
Ao mesmo tempo, o Irã afirmou ter atingido um segundo avião dos Estados Unidos que sobrevoava a região do Estreito de Ormuz. Segundo o relato, o primeiro avião abatido na sexta-feira (3) foi um F-15E tripulado por dois oficiais.
Até agora, apenas um dos pilotos teria sido resgatado. O outro segue desaparecido, e autoridades iranianas acreditam que ele esteja escondido em algum local da região. Ainda de acordo com o texto, dois helicópteros Blackhawk foram atingidos durante as buscas, mas conseguiram deixar o espaço aéreo.
A TV estatal iraniana interrompeu a programação para anunciar o episódio e pediu colaboração da população para localizar o piloto desaparecido. A emissora informou que oferece recompensa de US$ 60 mil para quem entregar o militar vivo ao Exército iraniano ou à polícia local. Paralelamente, a imprensa internacional afirma que forças estadunidenses estariam em solo na região tentando encontrar o oficial.
O Brigadeiro-General Alireza Elhami, chefe do Comando Conjunto de Defesa Aérea do Irã, atribuiu o episódio ao avanço militar do país. Segundo ele, o incidente foi “resultado de táticas, do uso de equipamentos modernos e de inovações nos sistemas de defesa aérea da República Islâmica”.
Sem detalhar essas “inovações”, o militar também falou em “confusão e desorientação para o inimigo”. Já a emissora Al Jazeera informou que as forças armadas iranianas estariam preparadas para emboscar “jatos e drones inimigos”.