Bruno Covas é o segundo pior prefeito da história de SP, só comparável a Celso Pitta. Por José Cássio

Bruno Covas em campanha. Foto: Reprodução/Facebook

Bruno Covas deve chegar com folga ao segundo turno da eleição, com chances concretas de se reeleger, sem nenhum merecimento.

É o que os números das pesquisas dizem.

Politicamente, no entanto, vai entrar para a história como um dos piores prefeitos que São Paulo já teve, comparável apenas a Celso Pitta.

Bruno chegou ao comando do Executivo municipal porque é neto de Mário Covas e foi indicado a vice de João Doria pelo então governador Geraldo Alckmin, fiador do publicitário que virou prefeito e o traiu na primeira curva após a posse.

Na condição de vice, ganhou a secretária das Subprefeituras. Foi demitido durante uma de suas inúmeras viagens ao exterior. Motivo: inoperância.

Quando Doria se licenciou do cargo para assumir o governo do Estado, o neto de Covas disse em entrevista que se sentia como uma criança que estava prestes a embarcar para a Disney.

Foi essa a marca dele nesses dois anos e meio em que comandou a cidade: viajar, passear com os amigos e terceirizar a administração.

É assim na prefeitura e na Câmara de Vereadores, onde quem manda é Milton Leite, ex-presidente e considerado o prefeito de fato da capital. Foi Leite quem obrigou Bruno a engolir como vice Ricardo Nunes, um obscuro vereador da zona Sul.

É Milton Leite quem comanda o legislativo, o orçamento municipal, os projetos e as obras estratégicas – o exemplo mais notável é complexo Jurubatuba, um projeto monumental na zona Sul da cidade no qual o prefeito não tem a menor participação.

Bruno está se tratando de um câncer e por esse motivo merece solidariedade.

Todos torcem por sua plena recuperação, mas esse fato não pode justificar o apoio incondicional dos eleitores, como uma carta branca eleitoral como espécie de compensação pela sua luta.

Antes de tudo, o prefeito tem de ser avaliado para aquilo a que se propôs: administrar a principal cidade do país. E seu legado, nesse quesito, é pífio. Terceirizou a administração, a articulação politica, transformando São Paulo numa cidade sem norte e sem face.

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PS do DCM: Milton Leite é considerado o prefeito de fato da capital, com ramificações em todos os setores da administração e comando absoluto do Legislativo.

Ele impôs o vereador Ricardo Nunes a vice na chapa de Bruno Covas.