
A circulação de notícias falsas é vista como uma ameaça relevante para a eleição presidencial por 62% dos brasileiros, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus. Entre os mais jovens, porém, a preocupação dispara: 77% dos eleitores de 16 a 24 anos classificam como alto ou muito alto o risco de as fake news influenciarem o resultado da disputa.
Nesse grupo, 43% consideram o risco “muito alto” e outros 34%, “alto”. O índice diminui conforme aumenta a idade: chega a 63% entre pessoas de 25 a 40 anos, 60% na faixa de 41 a 59 e cai para 56% entre os eleitores com 60 anos ou mais.
O resultado chama atenção porque os jovens estão entre os grupos mais expostos às redes sociais e aos formatos digitais que deverão ocupar espaço central na campanha. A pesquisa perguntou especificamente qual é o risco de a circulação de fake news nas redes sociais ameaçar ou influenciar o resultado das eleições. Na amostra geral, 37% responderam “muito alto” e 25%, “alto”.

O resultado não deve ser confundido com uma percepção de fraude no sistema eleitoral. A questão trata exclusivamente do efeito político da desinformação sobre o eleitor, e não da segurança das urnas ou da apuração dos votos.
A Nexus entrevistou 2.003 pessoas por telefone entre 14 e 16 de agosto. A margem de erro da amostra total é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-03317/2026.
Os recortes por idade têm margens próprias e maiores. Para os entrevistados de 16 a 24 anos, a margem é de seis pontos percentuais; entre 25 e 40 e entre 41 e 59, de quatro pontos; e entre os maiores de 60, de cinco. Isso recomenda cautela ao comparar diferenças pequenas entre as faixas, embora a distância entre os jovens e os mais velhos seja expressiva no resultado apresentado.