Cadillac de R$ 2,1 milhões: como Deolane tem SUV que não é vendido no Brasil

Atualizado em 21 de maio de 2026 às 20:42
Deolane Cadillac
Deolane Bezerra tinha um Cadillac Escalade 600 de 2023, avaliado em 2,1 milhões de reais. Foto: Reprodução/Instagram/TV Globo

O Cadillac Escalade 600 apreendido com Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21) custa a partir de R$ 2,1 milhões para chegar ao Brasil e não é vendido oficialmente no país. O SUV de luxo estava entre os veículos recolhidos durante a operação que prendeu a influenciadora, suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC. Com informações do g1.

Além do Cadillac, a Polícia Civil apreendeu um Mercedes-Benz G63, um Range Rover e um Jeep Commander. A Cadillac ainda não comercializa carros no Brasil e só deve chegar ao mercado nacional no último trimestre de 2026, com oferta limitada a modelos elétricos.

O Escalade é um dos modelos mais conhecidos da marca estadunidense. O veículo tem motor V8 6.2, 691 cv de potência, tração nas quatro rodas, câmbio automático de dez marchas e rodas de 22 polegadas. O painel tem uma tela de 55 polegadas que se estende pela cabine, com acabamento interno em madeira, couro e materiais nobres.

Como não há venda oficial, a entrada do modelo no Brasil ocorre por importação independente. O processo exige análise de documentação, comprovação de compatibilidade de renda, licença do Ibama, certificado do Denatran, registro no sistema da Receita Federal e pagamento de tributos. De acordo com importadores, as taxas, o transporte e a documentação podem encarecer fortemente a operação.

O valor final de um carro importado de forma independente costuma praticamente dobrar após Imposto de Importação, IPI, ICMS, taxas aduaneiras e custos de documentação. Um veículo pronto no país de origem pode levar até 90 dias para chegar ao Brasil.

A apreensão dos carros ocorreu no contexto da Operação Vérnix. Segundo a investigação, Deolane Bezerra é suspeita de atuar em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A Polícia Civil apura movimentações financeiras e bens atribuídos aos investigados.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!