Caiado chama Eduardo Bolsonaro de “Pateta” e compra guerra com bolsonaristas

Atualizado em 21 de julho de 2026 às 23:01
Caiado
O ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidência Ronaldo Caiado (PSD). Foto: Gabriel Pinheiro/CNI

Ronaldo Caiado (PSD) elevou o tom contra Eduardo Bolsonaro e o comparou ao Pateta, personagem da Disney conhecido por sua falta de habilidade e pelas confusões em que se envolve. A provocação aprofunda a disputa do pré-candidato à Presidência com a família Bolsonaro e o empurra para o papel que o bolsonarismo costuma reservar a antigos aliados que desafiam o clã: o de “traidor”.

Sem citar Eduardo pelo nome, Caiado publicou uma enquete com três personagens. “Quem é o personagem que vive nos Estados Unidos, é todo atrapalhado e, sempre que abre a boca, faz alguma besteira? A) Mickey; B) Pateta; C) Pato Donald”, escreveu.

Pouco depois, o pré-candidato eliminou qualquer dúvida sobre o alvo. “A diferença é que o Pateta da Disney é atrapalhado, mas bem-intencionado e inofensivo. Já o da política brasileira tropeça nos Estados Unidos, e a queda pode custar caro ao Brasil, atingindo a indústria, as exportações e os empregos”, publicou.

A nova provocação surgiu depois de Caiado criticar a concessão de um green card a Eduardo pelo governo de Donald Trump. “Green card, quem precisa é o produtor brasileiro para entrar no mercado americano sem pagar pedágio”, disse. Ele defendeu o fortalecimento do agronegócio, da indústria e dos empregos e concluiu: “Não é turismo, é sobre autoridade moral pra governar”.

Eduardo respondeu acusando Caiado de abandonar apoiadores de Jair Bolsonaro condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Também publicou fotografias do adversário ao lado dos ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino, homenageados com títulos de cidadãos goianos, e perguntou se essa seria a contrapartida para participar de “coquetéis do STF e da elite de Brasília”.

Após a publicação, os bolsonaristas reagiram contra a publicação de Caiado. Veja:

 

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.