
A campanha do senador Flávio Bolsonaro decidiu se distanciar de Pablo Marçal e excluiu o influenciador da preparação para o debate da TV Globo marcado para sexta-feira (23). Integrantes da equipe avaliam que a presença de Marçal passou a criar mais problemas do que benefícios na reta final da disputa. Com informações da Bela Megale, no Globo.
O principal incômodo é a avaliação de que Marçal tem agido como se fosse o candidato e tentado ocupar o protagonismo de Flávio Bolsonaro. A estratégia da campanha agora busca limitar sua participação nas agendas e na preparação pública do senador.
Uma agenda com artistas sertanejos realizada nesta semana entrou na lista de episódios que irritaram aliados de Flávio. Membros da equipe entenderam que Marçal se apresentou como responsável pelo encontro, embora o senador tenha participado diretamente da articulação.
A rejeição do influenciador também pesa na decisão. A campanha teme que a associação mais próxima com Marçal prejudique Flávio Bolsonaro na disputa de votos da reta final.
Rejeição e fala sobre eleitores de Renan Santos ampliaram incômodo
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21) apontou queda na rejeição do presidente Lula, de 53% para 47% em uma semana. No mesmo período, o índice atribuído a Flávio Bolsonaro passou de 54% para 52%.

Aliados do senador veem a rejeição de Marçal como um fator adicional de risco, apesar de reconhecerem que o tom agressivo do influenciador trouxe ganhos políticos a Flávio em alguns momentos da campanha.
Outro motivo para o afastamento foram as declarações de Marçal contra eleitores de Renan Santos, candidato do Missão, depois que ele anunciou neutralidade no segundo turno. Em entrevista ao podcast “IronTalks TV”, Marçal disse: “Você que votou no Renan, fica com esse voto, anula, põe onde você quiser. E acabou”.
Para integrantes da campanha, a fala pode afastar eleitores que votaram em Renan Santos e dificultar a tentativa de ampliar apoios. A equipe de Flávio Bolsonaro passou a tratar a proximidade com Marçal como um desgaste maior do que os ganhos eleitorais que ele pode oferecer.