Canal de YouTube que produziu vídeo retratando jornalista da Folha como prostituta é de “cristãos” bolsonaristas

Os sócios do canal Hipócritas

Na guerra do bolsonarismo com a verdade, um novo capítulo de baixeza acaba de ser escrito com um vídeo retratando uma repórter da Folha de S.Paulo como prostituta.

Uma mulher vai até um sujeito num carro para fazer um programa.

“Eu quero um furo de reportagem, sua gostosa. Quero fake news. Você não é jornalista da Folha?”, diz o sujeito.

“Eu tenho um trabalho digno! Sai daqui!”, ela responde.

A milícia bolsonarista já está espalhando esse lixo nas redes. Olavo de Carvalho endossou no Twitter e depois apagou. 

A referência, obviamente, é a Patricia Campos Mello, autora das matérias sobre os disparos de WhatsApp da campanha de Jair Bolsonaro.

Um ex-funcionário da Yacows, Hans River, foi à CPMI das Fake News, mentiu durante horas e a insultou, afirmando que ela quis “trocar sexo” por informação.

A assinatura é do canal Hipócritas do YouTube, uma espécie de Porta dos Fundos chapa branca que faz propaganda, disfarçada de piada, com inimigos do governo.

Foi criado em 2014 por três catarinenses na faixa dos 30 anos e não decolou até embarcar numa homenagem ao então candidato à Presidência chamada “Bolsomito”, paródia de “Despacito”.

Hoje tem 740 mil inscritos. O Porta, para efeito de comparação, tem 16 milhões.

Os sócios são Augusto Pacheco, Paulo Souza e Bismark Fugazza. Eles são “cristãos” não usam palavrões.

Isso é uma espécie de salvo conduto para barbarizarem, mas tudo de uma maneira limpinha.

Batem no PT, Joice Hasselmann, Maria do Rosário, Lula, Dilma etc. Manuela D’Ávila é “submissa como uma cadela”.

Dentro dos parâmetros dos cidadãos de bem, Jesus aprova.

Em 2018, Boulos foi retratado como um terrorista “que participaria do debate” na Record. Pediu à Justiça a retirada do material do ar por ofensas à sua honra e à imagem do PSOL.

No TSE, Rosa Weber, presidente da corte, disse que “a peça é de extremo mau gosto, no mínimo”, mas a manteve para não ferir a “liberdade de expressão”.

Em entrevista a um portal evangélicos, eles se definiram como “pessoas comuns, pais de família e com uma grande insatisfação com o cenário político-social nacional”.

“Nossa fé é loucura para quem não conhece a Cristo”.

Em nome de Deus e do mito, vale tudo.

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