
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, teria Carlos Bolsonaro (PL-SC) como nome próximo para ocupar um posto no Palácio do Planalto em um eventual governo, segundo informação publicada pelo portal Amado Mundo na segunda-feira (28). Carluxo é citado como possibilidade para a Secom da Presidência ou para a Secretaria-Geral da Presidência, em uma reativação do “gabinete do ódio”.
A possibilidade abriria espaço para Carlos voltar a ter influência direta sobre a comunicação presidencial. Segundo Guilherme Amado, o convite ao ex-vereador do Rio de Janeiro seria considerado independentemente de ele se eleger ou não senador por Santa Catarina. A assessoria de Flávio negou que o senador pretenda nomear Carluxo ministro, mas a coluna manteve a informação publicada.
A ideia de indicar familiares a um eventual governo de Flávio também causou reação no meio político e empresarial. Outro nome que gerou preocupação foi Eduardo Bolsonaro, atualmente autoexilado nos Estados Unidos, mencionado em conversas como possível chanceler. Segundo aliados, Flávio já teria sido convencido a não insistir no tema.

Carlos Bolsonaro é associado ao chamado “gabinete do ódio”, expressão que ganhou força em 2019 após denúncias da então deputada Joice Hasselmann, ex-líder do governo Bolsonaro no Congresso. Ela relatou à CPMI das Fake News a existência de uma “milícia digital” voltada a disseminar ameaças e ataques à reputação de críticos do governo.
Segundo Joice, à frente do que chamou de “organização criminosa” estariam Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, além de parlamentares estaduais e assessores. Em depoimento, ela afirmou que a atuação ocorria principalmente em grupos fechados de redes sociais, como Instagram e Signal.
“Eles escolhem uma pessoa e essa pessoa é massacrada. Eles se escondem atrás de um perfil, como ‘Ódio do Bem’, ‘Isentões’ e ‘Left Dex'”, revelou.
A então deputada também afirmou que o perfil “Ódio do Bem” teria atacado a Operação Lava Jato para proteger Flávio Bolsonaro. De acordo com ela, a orientação desses grupos seria atacar pessoas classificadas como “traidores”. Outro perfil citado foi o “BolsoFeios”, atribuído por Joice a Dudu Guimarães, assessor de Eduardo Bolsonaro.