
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) publicou na última segunda-feira (16) uma foto do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), internado no Hospital DF Star, em Brasília, em um episódio que reacende o embate com o Judiciário. A imagem, registrada dentro da unidade hospitalar, levanta questionamentos sobre a segurança do local e o cumprimento de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na publicação, Carluxo detalhou o estado de saúde do ex-presidente, que está hospitalizado com pneumonia bacteriana, “transferido para uma unidade semi-intensiva, mas sua pneumonia bacteriana persiste, mantendo sua respiração muito debilitada”.
Em seguida, acrescentou: “Seu estado continua muito delicado e está sendo monitorado constantemente para evitar qualquer nova piora no quadro. Consegui conversar um pouco com ele, mas a dificuldade para falar ainda é grande, assim como os soluços que permanecem”.
O caso ganha relevância jurídica porque Bolsonaro cumpre prisão preventiva desde agosto de 2025 por descumprir medida cautelar que o proibia de usar redes sociais. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes apontou que houve tentativa de burlar a restrição por meio de publicações feitas por terceiros, incluindo familiares.
(Brasília, segunda-feira, 16 de março de 2026), Saio do DF Star após visitar o Presidente @jairbolsonaro. Ele foi transferido para uma unidade semi-intensiva, mas sua pneumonia bacteriana persiste, mantendo sua respiração muito debilitada. Isso também tem afetado sua voz, equilíbrio e a condição de seus pulmões, que seguem sob observação permanente.
Seu estado continua muito delicado e está sendo monitorado constantemente para evitar qualquer nova piora no quadro. Consegui conversar um pouco com ele, mas a dificuldade para falar ainda é grande, assim como os soluços que permanecem. Todo o processo de observação segue sensível e necessário.
Seguimos preocupados, mas tenho certeza de que as boas energias e orações enviadas por todos ajudam e o fazem se sentir mais forte.
Meu muito obrigado a todos pelo carinho. Amanhã volto para lhe dar um abraço.
Que Deus esteja com todos.
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) 16 de março de 2026
Na decisão, Moraes citou diretamente o uso de redes sociais de aliados para divulgar conteúdos do ex-presidente. “Na presente hipótese, na veiculação pelas redes sociais de discurso proferido por JAIR MESSIAS BOLSONARO na Câmara do Deputado por seu filho, também investigado, momentos após o acontecimento, constata-se a tentativa de burlar a medida cautelar”, escreveu.
O ministro reforçou que “não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que, as redes sociais do investigado EDUARDO NANTES BOLSONARO foram utilizadas à favor de JAIR MESSIAS BOLSONARO dentro do ilícito modus operandi já descrito”.
Em tom enfático, Moraes ainda afirmou: “JUSTIÇA É CEGA MAS NÃO É TOLA!!!!!”, ao apontar o que classificou como padrão de atuação de grupos digitais organizados.
A nova publicação de Carlos Bolsonaro é vista por integrantes do STF como mais um episódio dentro desse contexto. Além da repercussão jurídica, a divulgação da imagem também ocorre em meio à discussão sobre o estado de saúde do ex-presidente, que pode embasar pedidos de prisão domiciliar.