Carluxo faz drama sobre Bolsonaro na Papudinha: “Comemos cascas de pão”

Atualizado em 31 de janeiro de 2026 às 19:27
Carlos e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Carlos Bolsonaro publicou no sábado, 31 de janeiro, um relato detalhado sobre a visita que fez ao pai, Jair Bolsonaro, na Penitenciária da Papuda, em Brasília. No texto, o vereador afirmou ter encontrado o ex-presidente “abatido, apático e soluçando” e descreveu a situação de forma minuciosa, ressaltando que não se tratava de um desabafo emocional, mas de um “registro estritamente factual”.

“Saí há pouco da Papuda acompanhado de meu amigo, o advogado @JHNdeF. Encontrei o presidente abatido, apático e soluçando”, escreveu Carlos Bolsonaro. Em seguida, acrescentou detalhes da visita: “Comemos algumas cascas de pão de forma. Lavei seus talheres de plástico e ainda consegui arrancar uma risada do meu pai. Objetivo alcançado”.

Na mesma publicação, Carlos fez questão de reforçar o tom objetivo do relato. “Não relato isso como demonstração emotiva, mas como registro estritamente factual”, escreveu, tentando afastar a leitura de que o texto seria apenas uma manifestação pessoal de dor ou indignação diante da prisão do ex-presidente.

O vereador também direcionou críticas diretas ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e delator no processo da tentativa de golpe. “Parabéns, coronel Mauro Cid. Você é um dos principais responsáveis pelo esfacelamento de pessoas de bem e pela destruição de milhares de famílias que não cometeram qualquer crime que justificasse tamanha crueldade”, afirmou Carlos no tuíte.

Jair Bolsonaro está preso após condenação no Supremo Tribunal Federal por participação no núcleo central da trama golpista que tentou impedir a posse do presidente eleito em 2022. As decisões do STF se basearam em investigações conduzidas pela Polícia Federal e em denúncias da Procuradoria-Geral da República, que apontaram articulação política e militar para romper a ordem democrática.

Mauro Cid tornou-se peça central do caso ao firmar acordo de delação premiada, no qual relatou reuniões, documentos e estratégias ligadas ao plano de golpe, incluindo a elaboração da chamada “minuta golpista”. As declarações do ex-ajudante de ordens embasaram parte das acusações que resultaram na condenação de Bolsonaro e de outros aliados, contexto que ajuda a explicar o tom duro adotado por Carlos Bolsonaro ao se referir ao militar.