
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, foi às redes sociais na segunda-feira (25) para atacar o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). O novo embate ocorre após Zema voltar a criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Carluxo compartilhou um vídeo em que Zema faz críticas a Flávio durante uma palestra em São Paulo. Na declaração, o ex-governador disse que quem vota no senador na disputa pelo Palácio do Planalto está “muito provavelmente entregando a eleição” para a esquerda e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Estou para conhecer sujeito mais baixo que esse! Tentamos e na primeira oportunidade vem mais uma facada! E não me venham falar que isto é pontual, pois não é”, escreveu Carlos nas redes sociais.
“Este sujeito está cada dia fazendo a chance de seu partido se desintegrar de forma brutal. E os que o apoiam de forma velada ou se mantém inertes, se mostram cada vez de forma mais cristalina o que pretendem fazer com o país”, completou.
Estou para conhecer sujeito mais baixo que esse! Tentamos e na primeira oportunidade vem mais uma facada! E não me venham falar que isto é pontual, pois não é. O que seus satélites fazem são facilmente identificados quando rapidamente pesquisados, seja por inércia, seja por ação… https://t.co/y2hH0QzbNg
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) May 25, 2026
Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também criticou Zema, mas adotou um tom mais contido. O ex-deputado federal retomou a tese da chamada união da direita e disse que o discurso de unidade não resistiu às críticas contra Flávio. “A tese da ‘união da direita’ era que seria preciso deixar de lado qualquer ressalva, para que unidos pudesse a direita derrotar Lula. Mas esse discurso não dura uma investida de um blog de esquerda”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a ligação de Flávio com Vorcaro, Zema criticou a aproximação do senador com o ex-banqueiro. “Para mim, quem se aproximou de banqueiro bandido é um mau sinal. Gambá cheira gambá. Eu sempre escutei isso no interior”, disse.
“Alguém que tem um relacionamento tão próximo com um banqueiro bandido, que é como eu considero o senhor Vorcaro, o maior bandido do sistema financeiro da história do Brasil e provavelmente um dos maiores do mundo, é muito preocupante”, completou.
Segundo o último Datafolha, publicado na sexta-feira (22), Lula abriu nove pontos de vantagem sobre Flávio no primeiro turno depois dos diálogos. No segundo turno, o petista venceria o senador por 47% a 43%.
“Eu fico muito preocupado que nós estejamos entregando para a esquerda mais uma vez essa eleição. E essas últimas pesquisas demonstraram que quem está votando no Flávio, muito provavelmente vai estar entregando a eleição para o Lula, que manteve o seu posicionamento enquanto ele caiu. Isso se não surgir mais nada daqui por diante”, avaliou Zema.
No início do mês, após a divulgação de áudios pelo Intercept Brasil, Zema publicou um vídeo em que classificou a cobrança de dinheiro feita por Flávio a Vorcaro como “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros”.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, disse.
A reação gerou críticas de aliados de Flávio, como Carluxo, Eduardo e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial. Eles chamaram Zema de “oportunista”. Dias depois, o ex-governador afirmou que “não houve nenhuma ruptura” na direita e disse que o episódio era “uma página virada”.