
A casa em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli se hospeda no resort de luxo Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), faz parte de um sistema de multipropriedade em que cada cota custa R$ 750 mil e garante quatro semanas de uso por ano. O imóvel fica no condomínio Ecoview, área mais reservada do empreendimento, localizada em uma região elevada e com heliponto. Com informações do Estadão.
O Tayayá está às margens da represa de Chavantes e reúne casas, chalés e apartamentos, além de praia artificial, piscinas aquecidas, saunas, toboágua, marinas para passeios de lancha, bares e restaurantes. No Ecoview, cada casa é dividida em 13 cotas. Há ainda chalés à venda por mais de R$ 2 milhões e apartamentos no prédio principal, com diárias a partir de R$ 1,3 mil.
Levantamento aponta que seguranças que atendem o STF permaneceram ao menos 134 dias no resort entre janeiro de 2022 e novembro do ano passado.
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Irmãos do ministro e venda de participação
Os irmãos de Toffoli já foram sócios do Tayayá, mas venderam sua participação a um fundo ligado ao cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A negociação envolveu metade da fatia que possuíam, avaliada em R$ 6,6 milhões.
O ministro passou a relatar o inquérito do caso Master no STF após aceitar pedido da defesa de Vorcaro para que o processo subisse à Corte. A investigação também envolve a Reag Investimentos, gestora dos fundos ligados à transação.
Contraste patrimonial
Uma casa em Marília (SP), registrada como sede da Maridt, empresa dos irmãos José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, já teve participação no empreendimento. No local, a esposa de José Eugênio negou que a residência fosse sede da empresa e afirmou que o marido não é sócio do resort.
“Você está vendo a situação da minha casa? Eu não tenho nem dinheiro para arrumar as coisas da minha casa! Se você entrar dentro, vai ficar assustado. O que está lá (na Junta Comercial), eu não sei. Eu sei que moro aqui há 24 anos e não sei de nada que é sede (da Maridt) aqui. Aqui é onde eu moro”, disse ao Estadão.
Procurado, José Eugênio afirmou que a empresa não integra mais o Tayayá e que todas as informações financeiras foram declaradas à Receita Federal. Os irmãos também foram sócios de um segundo empreendimento da rede, o Tayayá Porto Rico, ainda não concluído.
