Caso Gisele: Tenente-coronel suspeito de feminicídio é acusado por PM de assédio sexual

Atualizado em 22 de março de 2026 às 21:54
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Foto: Reprodução/UOL

Uma policial militar denunciou ter sofrido assédio sexual por parte do tenente-coronel Geraldo Neto, réu pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana. Segundo o relato, o caso ocorreu no segundo semestre do ano passado, quando o oficial ainda era casado com Gisele.

A identidade da policial não foi revelada por medo de retaliação. Em depoimento, ela afirmou que o tenente-coronel tentou beijá-la e que, após recusar as investidas, foi transferida de batalhão por vingança.

O advogado da família de Gisele, José Miguel da Silva Júnior, afirmou: “Ele tentou induzi-la a praticar atividade física sem a vontade própria desta policial, ele a cercou de todas as formas”.

Policiais militares acompanham a ocorrência no corredor do prédio durante atendimento ao caso da soldado Gisele Alves Santana. Foto: Divulgação

O caso será analisado pela Corregedoria da Polícia Militar. Além da nova denúncia, o oficial também é acusado de assédio moral contra ao menos quatro policiais mulheres em 2022, quando comandava outra unidade da corporação.

Na época, segundo ele, as agentes teriam espalhado rumores sobre um suposto relacionamento entre ele e Gisele, o que ambos negavam. O tenente-coronel não foi punido nesses casos. Já uma outra policial do mesmo batalhão processou o Estado de São Paulo por assédio moral e recebeu indenização de R$ 5 mil.

Francine Eustaquio
21 anos. Trabalha no DCM desde 2025. Interessada em política, cultura e temas sociais, dedica-se à produção de conteúdo informativo e otimizado para o público digital. Aprecia leitura, cinema e música, além de explorar novos destinos e experiências gastronômicas nas horas vagas.