Miliciano que Flávio Bolsonaro condecorou teria tramado morte de Marielle, diz Curicica. Por Fernando Brito

Atualizado em 20 de setembro de 2019 às 16:45
Ronald afirmou que “teriam que resolver um problema para o amigo do Tribunal de Contas” (Imagem: divulgação)

PUBLICADO NO TIJOLAÇO

Reportagem de Flávio Costa, do UOL, revela que o miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica, declarou, em depoimento à Polícia Federal, no presídio de Natal (RN), onde está preso, que o major Ronald Pereira, chefe da milícia “Escritorio do Crime”, participou de um encontro com ele, o subtenente da PM Antonio João Vieira Lázaro, que trabalhou como assessor do ex-deputado estadual Domingos Brazão, e Hélio de Paulo Ferreira, miliciano conhecido como “Senhor da Armas”, para planejarem o assassinato da vereadora Marielle Branco, em 2017.

Na reunião, o major Ronald afirmou que “teriam que resolver um problema para o amigo do Tribunal de Contas”. Brazão é conselheiro afastado, por suspeita de corrupção, do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

Curicica disse aos investigadores que, naquele momento, ele não teria entendido do que se tratava, “porém tempos depois associou que a fala poderia ser referente à morte da vereadora Marielle Franco”.

Ronald recebeu, em 2004, moção de louvor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que também condecorou seu cúmplice na milícia, o capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, de quem empregou a mãe e a mulher em seu gabinete.

Domingos Brazão, conselheiro cassado do Tribunal de Contas do Estado, foi denunciado pela procuradora geral da República Raquel Dodge, no apagar das luzes de seu mandato na PGR.

Na “milicialand” nunca se sabe o que é verdade ou “mito”.