Caso Master: Justiça Federal manda soltar Daniel Vorcaro

Atualizado em 28 de novembro de 2025 às 21:07
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Reprodução

A Justiça Federal determinou a soltura de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após decisão da desembargadora Solange Salgado, do TRF-1, nesta sexta-feira (28). O executivo deixará a prisão com uso de tornozeleira eletrônica, revertendo a ordem anterior de prisão preventiva.

A decisão estendeu a soltura a Augusto Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, também investigados no caso do Banco Master.

Ao reconsiderar sua decisão, a magistrada afirmou que, embora houvesse elementos iniciais que justificassem a prisão, os crimes atribuídos a Vorcaro “não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa”. Ela também escreveu que “não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública” que sustente a medida extrema.

Segundo a desembargadora, eventuais riscos podem ser mitigados com medidas como retenção de passaporte e monitoramento eletrônico, consideradas suficientes “para conter o periculum libertatis e atender aos fins cautelares”.

Viagem estava justificada, diz decisão

A magistrada também avaliou que, apesar de Vorcaro ter sido preso ao embarcar no Aeroporto de Guarulhos, sua viagem estava justificada e não configurava risco de fuga.

Ele foi detido pela PF em 17 de novembro após agentes apontarem possível deslocamento para Malta. A defesa, porém, afirma que o empresário havia comunicado ao Banco Central uma viagem a Dubai para concluir negociações da venda do Banco Master.

Investigação por fraude bilionária

Vorcaro é investigado por uma fraude estimada em R$ 12 bilhões, envolvendo carteiras de crédito repassadas ao Banco de Brasília (BRB). Embora o BRB tenha anunciado a compra do Master em março, o Banco Central barrou a operação e decretou a liquidação da instituição na semana passada.

Fachada de prédio do Banco Master
Banco Master. Foto: Reprodução