Caso Master: Lindbergh critica tentativa de Galípolo de blindar Campos Neto

Atualizado em 8 de abril de 2026 às 18:23
O deputado Lindbergh Farias e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Foto: Divulgação

O deputado Lindbergh Farias publicou nas redes sociais críticas ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao comentar a condução de apurações relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master. A declaração menciona o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

No texto, o parlamentar afirma que houve tentativa de proteger o ex-dirigente. “Gabriel Galípolo escolheu o caminho de tentar blindar Roberto Campos Neto. Ao afirmar que não existe auditoria, sindicância ou conclusão interna que aponte responsabilidade do ex-presidente do Banco Central, ele demonstra que o controle interno é insuficiente e pode servir de escudo para proteger quem comandava a instituição quando decisões e omissões favoreceram o ambiente em que o caso Master prosperou.”

O deputado também questiona a eficácia dos mecanismos internos do Banco Central. “Se dependesse apenas das auditorias e sindicâncias internas do Banco Central, Paulo Sérgio e Beline Santana, servidores do BC com chefia na área de supervisão bancária, indicados por Roberto Campos Neto e que colaboraram com as fraudes no Master, não estariam de tornozeleira eletrônica.”

Ex-Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto. Foto: Divulgação

Na publicação, o parlamentar afirma que o ex-presidente da autoridade monetária teria recebido alertas institucionais. “Roberto Campos Neto recebeu inúmeros alertas do Fundo Garantidor de Créditos, da Febraban e até questionamentos formais da Polícia Federal, e a resposta institucional foi sempre a mesma: apuração preliminar, nenhuma ilegalidade e preservação da cúpula.”

O texto também menciona decisões normativas durante a gestão do ex-presidente do Banco Central. “Foi na gestão de Roberto Campos Neto, em outubro de 2023, que foi editada norma sobre precatórios, permitindo que o Banco Master não ajustasse seu balanço e que evitou a intervenção, apesar de alertas sobre riscos de liquidez.”

Segundo Lindbergh, investigações externas tiveram papel central no avanço das apurações. “A investigação que realmente rompeu essa blindagem veio de fora. É a investigação externa, com independência, poder de polícia e capacidade de responsabilização, que consegue enfrentar o corporativismo e seguir a trilha dos fatos.”

O deputado informou que acionou órgãos de investigação. “Por isso, ingressei com várias representações na Polícia Federal para avançar na apuração sobre a blindagem de Roberto Campos Neto, sobre os atos que favoreceram o Banco Master e sobre a rede de decisões, omissões e proteções que operou dentro do Banco Central.”

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.