Caso Master: PF deve reforçar equipe de peritos para acelerar análise de provas

Atualizado em 21 de fevereiro de 2026 às 14:49
Fachada do Banco Master. Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) deve reforçar a equipe de peritos para acelerar a análise das provas apreendidas na Operação Compliance Zero, que investiga o caso Banco Master, de Daniel Vorcaro, conforme informações da CNN Brasil.

A medida ocorre após o novo relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, determinar a devolução do material à corporação e autorizar a extração e análise de dados de cerca de 100 dispositivos eletrônicos, incluindo celulares de alvos da investigação.

Com a decisão, os aparelhos serão distribuídos a outros especialistas do Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília, para dar celeridade às perícias. Mendonça destacou a necessidade de eficiência operacional e de preservação da cadeia de custódia diante do volume de material apreendido.

O ministro também autorizou diligências ordinárias, como depoimentos de investigados e testemunhas na sede da PF, desde que respeitado o sigilo das informações.

Ao menos dois peritos devem permanecer na equipe responsável: Luís Filipe da Cruz Nassif e Tiago Barroso de Melo, chefe e substituto do Setor de Perícias de Informática do INC. Com a ampliação do grupo, ambos devem passar a delegar tarefas.

Outros dois peritos inicialmente designados podem ser substituídos: Enelson Candeia da Cruz Filho, da área contábil e financeira, e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti, da Superintendência da PF em São Paulo.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução

Mudanças na condução do caso Master

No primeiro despacho como relator, Mendonça revisou uma decisão anterior de Dias Toffoli, que havia determinado que as provas da segunda fase da operação ficassem sob guarda de seu gabinete. Posteriormente, o material foi enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), com quatro peritos nomeados para análise.

Agora, concluídas as extrações, os bens permanecerão sob custódia integral da PF, como ocorre normalmente nessa etapa das investigações.

O ministro também reduziu o grau de sigilo dos autos do nível IV para o nível III e determinou que apenas agentes diretamente envolvidos tenham acesso aos dados, impondo dever de confidencialidade inclusive a superiores hierárquicos.

Toffoli deixou a relatoria em 12 de fevereiro após a perícia identificar menções a ele no celular do empresário Daniel Vorcaro, o que levou à redistribuição do caso no STF.

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Reprodução