Caso Wesley desperta discussão sobre saúde mental de policiais

O soldado Wesley Soares Goés

Apesar da tentativa de bolsonaristas de pintar como herói o PM Wesley Soares Góes, morto após atirar contra colegas do BOPE em surto psicológico, a ação foi completamente documentada e deixa claro que o caso foi causado por um transtorno.

O caso desperta preocupações com a saúde mental de policiais.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020 mostrou que os registros de suicídio entre PMs e policiais civis foi maior que os casos de agentes mortos em confrontos.

91 policiais tiraram a própria vida, enquanto 62 foram mortos em serviço.

O número, no entanto, não foi completamente dimensionado. Seis estados não apresentaram dados: Acre, Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Maranhão e Rio Grande do Norte.

Apesar da subnotificação, os dados revelam que o tema deve ser levado em consideração no caso Wesley.

A taxa de suicídio entre policiais militares e civis foi de 17,4 por 100 mil, quase o triplo da taxa da população brasileira em geral, que é de 6 por 100 mil habitantes.

A maioria dos suicídios, aliás, ocorreu com uma arma de fogo.

O desfecho do caso que ocorreu neste domingo, apesar de não ter resultado num suicídio, revela a fragilidade da saúde mental dos agentes.

A morte de Wesley despertou debate sobre a saúde mental de policiais nas redes sociais.

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