Celso de Mello indica voto histórico no julgamento sobre parcialidade de Moro. Por Moisés Mendes

Celso de Mello

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POR MOISES MENDES

O ministro Celso de Mello está dando vários recados nos últimos dias, como se avisasse aos desentendidos que tomará uma decisão importante quando da votação pela segunda turma do STF da suspeição de Sergio Moro, no habeas solicitado pela defesa de Lula.

Leiam o que ele disse hoje, no discurso da cerimônia de despedida de Raquel Dodge da Procuradoria-Geral da República:

“O Ministério Público não serve a governos, a pessoas, a grupos ideológicos, não se subordina a partidos políticos, não se curva à onipotência do poder ou aos desejos daqueles que o exercem. O Ministério Público também não deve ser o representante servil da vontade unipessoal de quem quer que seja, ou instrumento básico de ofensa de direito das minorias”.

Sim, ele tratou do MP, e não do Judiciário. Mas o recado serve para quem quiser usar a touca, dentro de todo o sistema de Justiça.

Por coerência com a sua trajetória, Celso de Mello irá oferecer ao país, no dia da decisão sobre a suspeição do ex-juiz, um dos votos históricos do Supremo.

Celso de Mello, com o voto de desempate, finalmente irá livrar o Supremo da submissão aos lavajatistas.

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