FHC de helicóptero, Eduardo Jorge de mochila, Levy suado: os bastidores do debate na Globo

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O DCM acompanhou o último debate do primeiro turno das eleições de 2014 para presidente da República. Fizemos nosso blog ao vivo, contando os principais lances. Além do que você viu na televisão, houve cenas que presenciei e conto aqui.

Chegamos às 17h40 à central de produção da TV Globo em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Aguardamos até 20h30 para entrar. Alguns jornalistas entraram junto com assessores dos políticos. Ficamos no andar de baixo. O jantar servido era arroz acompanhado por tomate seco e carne, além de uma massa. Sem contar o finger food de salgadinhos e frios. Para beber, refrigerante gelado e suco. O debate começou pontualmente às 22h55.

Cada candidato adentrou as dependências da Globo à sua maneira: o Pastor Everaldo estava estático, sorrindo só para fotos, enquanto revia alguns pontos com o assessor. Recusou-se a responder às perguntas do DCM sobre Levy Fidelix.

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Eduardo Jorge chegou muito tranquilo, de mochila, sorriso sincero, suave na nave. Muitos jornalistas riam de suas falas, sobretudo nas pausas e quando reclamava de projetos que supostamente ele fez.

Levy Fidelix estava visivelmente abatido, suado e cabisbaixo. Cumprimentou Eduardo Jorge assim que chegou. Mal saberia ele que, pouco depois, protagonizaria uma discussão calorosa com o candidato do PV em que seria basicamente destruído.

Luciana Genro era a candidata mais animada e a que permaneceu mais tempo em pé conversando com assessores e posando para fotógrafos. Veio acompanhada do candidato do PSOL ao governo do Rio de Janeiro, Tarcísio Motta. Sua animação se traduziu em críticas diretas a Levy, a Dilma, a Marina e ao tucano Aécio Neves, que encarou quando ele lhe apontou o dedo.

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Aécio Neves entrou no estúdio com ares de rock star. Aplaudido efusivamente pelos tucanos, veio acompanhado por Fernando Henrique Cardoso, que puxou mais palmas. No entanto, nenhum sinal de Geraldo Alckmin ou José Serra. Forçava um sorriso até quando não era fotografado. Falava em voz alta com apoiadores, incluindo o jogador Ronaldo, José Júnior do AfroReggae e Paulinho da Força Sindical. Tentou intimidar com uma claque que interrompia o debate, deixando William Bonner nervoso. Animadão, estourou o tempo pelo menos três vezes.

Dilma Rousseff não foi aplaudida quando chegou ao palco, mas foi fotografada maciçamente pelos repórteres de agências internacionais, como Reuters, EFE e AP. Estava de vestido creme, combinando com o terninho de Luciana. Parecia mais calma do que no debate da Record. Parecia. O diálogo ríspido com Marina por pouco não termina em luta livre no gel.

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“Cadê Marina Silva?”, perguntava a produção da TV Globo. Marina chegou por último ao palco. A assessoria trabalhou para tratar sua aparência. Muita maquiagem e relaxamento deram um jeito na tensão.

Após o debate, Marina Silva, Luciana Genro, Aécio Neves, Dilma Rousseff, Eduardo Jorge e Pastor Everaldo desceram nesta ordem para uma coletiva de imprensa caótica no subsolo.

Fernando Henrique foi embora de helicóptero. Saiu apressado e não chegou a se despedir de ninguém. Nem a Aécio para agradecer a menção carinhosa que o candidato lhe fez no debate.

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eduardo jorge

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