Chanceler chinês conversa com autoridades iranianas sobre escalada militar

Atualizado em 2 de março de 2026 às 15:30
Wang Yi, o ministro das Relações Exteriores da China. Foto: Reprodução

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, integrante do Birô Político do Comitê Central, conversou por telefone nesta segunda-feira (2) com o chanceler iraniano Abbas Araghchi, a pedido da parte iraniana.

Durante a ligação, Araghchi apresentou uma atualização sobre a situação regional e afirmou que os Estados Unidos lançaram um segundo ataque contra o Irã durante o período de negociações entre os dois países. Segundo ele, as conversas haviam registrado avanços positivos, mas a ação americana violou normas do direito internacional e ultrapassou limites considerados inaceitáveis por Teerã. Diante disso, declarou que o Irã precisou agir em legítima defesa.

O chanceler iraniano também mencionou que a China tornou pública sua posição em defesa do que classificou como justiça e equidade, e expressou expectativa de que Pequim continue atuando para evitar uma ampliação das tensões na região.

Coluna de fumaça se eleva após explosão em Teerã. Foto: Atta Kenare/AFP

Wang Yi reafirmou a posição de princípio da China sobre a atual conjuntura iraniana. Destacou a importância da amizade tradicional entre os dois países e reiterou o apoio de Pequim à defesa, por parte do Irã, de sua soberania, segurança, integridade territorial e dignidade nacional, além de seus direitos considerados legítimos.

O ministro chinês informou ainda que a China instou Estados Unidos e Israel a cessarem imediatamente as operações militares, com o objetivo de impedir nova escalada e evitar que o conflito se espalhe por todo o Oriente Médio. Acrescentou que espera que o Irã consiga manter a estabilidade interna neste momento delicado, leve em conta as preocupações de países vizinhos e assegure a proteção de cidadãos e instituições chinesas em território iraniano.

Araghchi afirmou que o governo iraniano está disposto a garantir plenamente a segurança de pessoas e entidades chinesas no país.