
O Irã anunciou que fechará novamente o Estreito de Ormuz caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha o bloqueio naval no local, em vigor desde segunda (13). A ameaça foi feita por uma autoridade iraniana à agência de notícias Fars nesta sexta (17).
O republicano afirmou que as restrições contra o Irã serão mantidas até que as negociações entre os países sejam completamente finalizadas. Em publicação na Truth Social, sua própria rede social, ele afirmou:
“O Estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossas negociações com o Irã estejam 100% concluídas. Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada”.
A agência Iraniana chamou a decisão do mandatário americano de “chantagem”. Antes, Trump havia tentado adotar um tom mais conciliador, agradecendo o país pela reabertura do Estreito de Ormuz.

A reabertura do Estreito de Ormuz havia sido uma das principais exigências dos Estados Unidos nas negociações para um acordo de paz com o Irã, que estão sendo mediadas pelo Paquistão. O estreito, por onde circula uma grande parte do petróleo mundial, é de importância vital para ambos os países.
A França e o Reino Unido se reuniram com outros líderes internacionais na manhã desta sexta (17) para discutir planos para a reabertura do Estreito de Ormuz, sem a presença dos Estados Unidos. O encontro contou com Emmanuel Macron, Keir Starmer e representantes de diversas nações.
A reabertura do Estreito de Ormuz foi anunciada pelo chanceler do Irã, Abbas Araghchi, após um acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano de dez dias. “A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, disse.
A trégua foi anunciada nesta quinta (16) por Trump, que disse ter proibido o país de Benjamin Netanyahu de bombardear o Líbano.