Chega: Renato tenta vincular a história do Grêmio ao que o Brasil tem de mais repulsivo. Por Moisés Mendes

Publicado no blog do Moisés Mendes

Chega de Renato Portulappi.

Não merecemos ter um técnico na contramão da tendência mundial de engajamento das celebridades do esporte à luta contra o racismo, a homofobia e a xenofobia.

Ninguém espera que Renato tenha a lucidez dos jogadores e dos técnicos do Chile e da Argentina (seria pedir demais).

Mas o Grêmio não pode ter seu nome associado a um governante da extrema direita e admirador de torturadores.

Chega de ouvir a voz bolsonarista de Renato.

Chega das lições reacionárias de um cara que não pode induzir adolescentes gremistas ao erro de admirar uma família formada por aberrações políticas ligadas a milicianos.

Renato tenta vincular a história e a imagem do Grêmio ao que o Brasil tem hoje de mais repulsivo desde a ditadura.

Chega. Ele não tem esse direito.

Vamos dar ao Grêmio a chance de ser um clube comprometido incondicionalmente com o humanismo, sem concessões à exaltação de fascistas.

Não precisa ser um Bahia.

Que seja um clube com líderes que estejam de acordo com o que pensa a maioria da sua torcida.

A não ser que a torcida tricolor seja hoje de maioria bolsonarista.

Se essa for a realidade, estou fora.

Chega.

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