China apresenta arma laser portátil capaz de abater drones a até 500 metros

Atualizado em 23 de junho de 2026 às 22:18
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A nova arma a laser portátil feita pela China. Foto: Divulgação/Harbin Xinguang Optic-Electronics Technology

A China apresentou uma arma a laser portátil projetada para abater drones em poucos segundos. O equipamento foi exibido na Exposição de Equipamentos e Tecnologia de Informação de Defesa de 2026, em Pequim, feira militar com duração de três dias.

O sistema faz parte da série Lijian, expressão que significa “espadas afiadas”. A tecnologia foi desenvolvida pela fornecedora chinesa de defesa Harbin Xinguang Optic-Electronics e usa lasers de alta energia para neutralizar veículos aéreos não tripulados.

Segundo informações divulgadas sobre o equipamento, os modelos portáteis Lijian II e Lijian III foram desenhados para reduzir o peso dos sistemas antidrone. Eles são compostos por três partes principais: um emissor de laser, um resfriador de ar e um terminal de controle portátil.

O Lijian II pesa cerca de 30 kg, enquanto o Lijian III pesa aproximadamente 25 kg. Os componentes podem ser armazenados e transportados em uma bolsa, permitindo que o sistema seja carregado por um soldado ou por uma pequena equipe em operações de campo.

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O presidente da China, Xi Jinping, em parada militar na China. Foto: Kevin Frayer/Getty Images

Os modelos portáteis têm alcance de ataque estimado em até 500 metros. Já uma versão fixa da mesma fabricante, chamada Lijian-10G, pode chegar a 1.200 metros, mas depende de uma estrutura maior de resfriamento e perde a mobilidade dos equipamentos menores.

Especialistas militares apontam que armas a laser se tornaram atraentes porque podem atingir drones a um custo menor do que mísseis ou munições convencionais. A lógica é simples: em vez de gastar armamentos caros contra drones baratos, o operador usa energia direcionada para aquecer e inutilizar o alvo.

A apresentação ocorre em um momento em que drones passaram a ter papel central em conflitos recentes, tanto para reconhecimento quanto para ataques. Por isso, países que investem em defesa buscam sistemas mais baratos, móveis e rápidos para proteger tropas, veículos e instalações sensíveis.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!