China critica EUA pelo uso de outros países como “desculpa” para interesses próprios

Atualizado em 12 de janeiro de 2026 às 10:22
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning. Foto: Reprodução

A China pediu que os Estados Unidos parem de usar outros países como justificativa para seus interesses estratégicos, após declarações do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia. A resposta veio nesta segunda-feira (12), depois que Trump afirmou que os EUA precisam controlar a ilha para evitar avanços da Rússia ou da China no Ártico.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, criticou a postura americana e reforçou que “o Ártico diz respeito aos interesses gerais da comunidade internacional”.

Segundo ela, as atividades chinesas na região têm como objetivo “promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável”, além de respeitar direitos e liberdades de outros países para conduzirem atividades legais no território.

Declarações de Trump reacendem disputa geopolítica

Trump voltou a defender que a Groenlândia faça um acordo com os Estados Unidos e comparou a proteção do território a “dois trenós puxados por cães”.

Em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, disse que, se os EUA não assumirem o controle da ilha, “a Rússia ou a China o farão”. Ele também afirmou que “adoraria fazer um acordo”, mas que, “de um jeito ou de outro, vamos ficar com a Groenlândia”.

Apesar da insistência da Dinamarca de que a ilha não está à venda, uma porta-voz da Casa Branca admitiu que a equipe presidencial está “discutindo como seria uma possível compra”. Trump argumenta que o território é essencial para a estratégia militar dos EUA e acusa a Dinamarca de não protegê-lo adequadamente.

A operação militar que resultou no sequestro de Nicolás Maduro aumentou especulações sobre o interesse americano no Ártico. Segundo análises citadas por autoridades europeias, a ação reacendeu preocupações de que a Groenlândia possa enfrentar cenário semelhante caso avance a pressão dos EUA sobre o território.

Trump afirma que as forças armadas dos EUA estão analisando "opções muito fortes" no Irã. — Foto: Getty Images via BBC
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução