
A China pediu que os Estados Unidos parem de usar outros países como justificativa para seus interesses estratégicos, após declarações do presidente Donald Trump sobre a Groenlândia. A resposta veio nesta segunda-feira (12), depois que Trump afirmou que os EUA precisam controlar a ilha para evitar avanços da Rússia ou da China no Ártico.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, criticou a postura americana e reforçou que “o Ártico diz respeito aos interesses gerais da comunidade internacional”.
Segundo ela, as atividades chinesas na região têm como objetivo “promover a paz, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável”, além de respeitar direitos e liberdades de outros países para conduzirem atividades legais no território.
#FMsays China's activities in the Arctic are in line with international law, and all countries' rights and freedoms to conduct activities in the region according to law should be fully respected, Foreign Ministry spokeswoman Mao Ning said, urging the US to stop "using other… pic.twitter.com/wjo1E1bxiP
— China Daily (@ChinaDaily) January 12, 2026
Declarações de Trump reacendem disputa geopolítica
Trump voltou a defender que a Groenlândia faça um acordo com os Estados Unidos e comparou a proteção do território a “dois trenós puxados por cães”.
Em conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, disse que, se os EUA não assumirem o controle da ilha, “a Rússia ou a China o farão”. Ele também afirmou que “adoraria fazer um acordo”, mas que, “de um jeito ou de outro, vamos ficar com a Groenlândia”.
Apesar da insistência da Dinamarca de que a ilha não está à venda, uma porta-voz da Casa Branca admitiu que a equipe presidencial está “discutindo como seria uma possível compra”. Trump argumenta que o território é essencial para a estratégia militar dos EUA e acusa a Dinamarca de não protegê-lo adequadamente.
A operação militar que resultou no sequestro de Nicolás Maduro aumentou especulações sobre o interesse americano no Ártico. Segundo análises citadas por autoridades europeias, a ação reacendeu preocupações de que a Groenlândia possa enfrentar cenário semelhante caso avance a pressão dos EUA sobre o território.
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