Ciclone-bomba mata motociclista, deixa estrago no RS e avança para o Sudeste; veja VÍDEOS

Atualizado em 7 de agosto de 2026 às 13:35
Muro do Presídio Regional de Pelotas derrubado pelo temporal
Muro do Presídio Regional de Pelotas derrubado após temporal. Foto: Reprodução

Um ciclone-bomba matou um motociclista em Montenegro, no Rio Grande do Sul, e deixou milhares de endereços sem energia elétrica após atingir o Sul do país desde a tarde de quinta (6). Os ventos, que passaram de 120 km/h, avançaram para o Sudeste nesta sexta (7), com suspensão de aulas em cidades do litoral paulista e do Rio de Janeiro.

A árvore que caiu durante a tempestade atingiu o motociclista em Montenegro. A Defesa Civil gaúcha não divulgou a identidade da vítima e contabilizou cinco feridos até a manhã: três em Dom Feliciano, após o destelhamento de um pavilhão, um em Novo Hamburgo e outro em Osório.

Ao menos cem municípios do Rio Grande do Sul relataram estragos provocados pela ventania. Por volta das 10h de sexta, 294 mil endereços continuavam sem energia no estado, conforme o painel da Agência Nacional de Energia Elétrica.

Porto Alegre registrou rajada de 120,4 km/h na estação do aeroporto Salgado Filho. A prefeitura contabilizou 32 imóveis destelhados, dois desabamentos e a queda de sete árvores; a falta de energia atingiu a Estação de Tratamento de Água São João e 12 estações de bombeamento, com risco de desabastecimento em 45 bairros.

Alagamentos no RS em meio a ciclone-bomba. Foto: Reprodução

Pelotas teve 200 imóveis destelhados e parte de muro de presídio caiu

Em Pelotas, os ventos chegaram a 90 km/h, destelharam cerca de 200 imóveis e derrubaram parte do muro do Presídio Regional. O temporal também interrompeu o fornecimento de luz e água, enquanto a chuva acumulou 30 milímetros em poucos minutos.

As regiões de Fragata, Guabiroba, Bom Jesus e Dunas concentraram os danos em Pelotas. A prefeitura iniciou o levantamento das ocorrências e dos prejuízos para decidir se decretará situação de emergência ou calamidade pública.

Na tarde de quinta, um tornado atingiu Pedro Osório e provocou destelhamentos na localidade de Matarazzo. A Defesa Civil associou o fenômeno a uma supercélula, tipo de tempestade com corrente de ar rotativa que intensifica os ventos.

Em São Paulo, Santos registrou ventos de 109 km/h por volta das 7h. A travessia de balsa entre Ilhabela e São Sebastião parou em alguns momentos, e o Porto de Santos suspendeu a navegação às 6h45, retomando as operações às 8h20 após melhora das condições meteorológicas.

Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião suspenderam as aulas da rede municipal como medida preventiva. A Defesa Civil alertou para ondas de até três metros e recomendou que a população evite o mar e passeios de barco.

No Rio de Janeiro, a Defesa Civil emitiu alerta às 5h05 após ventos moderados e fortes durante a madrugada. A estação do Vidigal mediu rajada de 51,8 km/h às 3h15, e o município entrou no estágio dois de alerta, o segundo de uma escala de cinco.

A Prefeitura do Rio e o governo estadual suspenderam as aulas das redes municipal e estadual nesta sexta. As cidades de Paraty e Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, também interromperam as atividades escolares por causa da previsão de ventos e chuva.

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