
É fato e está provado nas capas todos os dias: há uma semana, os jornalões abandonaram Javier Milei de novo. São os jornais de direita, La Nación e Clarín, que mais têm informações sobre as novas revelações da vigarice da criptomoeda.
Além das informações vazadas pelo Ministério Público sobre os registros de telefonemas de Milei e a irmã Karina com os criadores da moeda, surge agora a minuta de um contrato em que ele receberia US$ 5 milhões para participar da propaganda da $LIBRA.
Foi o que ele fez no dia 14 de fevereiro de 2025. Está tudo registrado. Como a coisa não deu certo, saltou fora logo depois e repete desde então que foi enganado porque não sabia direito do que se tratava.
Os jornalões chegaram a prever, antes das eleições parlamentares do ano passado, que o governo seria abreviado. Mas o partido de Milei, o Liberdade Avança, venceu a eleição com a ajuda de US$ 20 bilhões de um socorro de Trump.
Os jornais recuaram e voltaram a dar boas notícias e a criar uma perspectiva de futuro para Milei. Com os vazamentos sobre as conversas em torno de $LIBRA, o jornalismo se impõe e ninguém segura repórteres em guerra para chegar primeiro às informações.
Além do Clarín e do Nación, os jornais de esquerda, principalmente Página 12 e El Destape, têm conseguido furos. É um duelo que a imprensa não tinha desde o lançamento da criptomoeda.
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El Destape divulgou nessa terça-feira mais detalhes de mensagens e o que seria a prova de que Mauricio Novelli, um dos chefes do golpe da moeda, pagou Milei e Karina. El Destape informa:
“A prova mais importante é uma mensagem de texto de três palavras que acrescenta uma nova dimensão ao que se sabia anteriormente sobre o Tech Forum e a $Libra: “Pagamento Javier kari”, diz a mensagem que Novelli enviou a si mesmo alguns minutos antes das 21h30 do dia 1º de novembro de 2024”.
O jornal acrescenta: “O arquivo encontrado por especialistas em informática revela um acordo de pagamento entre Novelli e os associados de Hayden Davis (criador da moeda), que incluía US$ 1,5 milhão adiantados para Milei e Karina, outros US$ 1,5 milhão pelo tuíter de Milei (a mensagem que ele publicou no dia 14 de fevereiro e depois apagou) e mais US$ 2 milhões após a assinatura do contrato pessoalmente”.
NA CARA
Cristina Kirchner, perseguida pelo lavajatismo argentino, apresenta-se para depor na Justiça Federal em Buenos Aires e diz o seguinte na cara de todos os que estão na sala:
“Estamos diante de um processo em que o juiz e o promotor são mafiosos”.
O juiz é Claudio Bonadio e já morreu. O promotor está vivo e se chama Carlos Stornelli.
Cristina voltou a acusar os dois de terem chantageado empresários que ambos prendiam para obter delações em que ela era acusada de corrupção.