Presidente do México defende o Pix como instrumento de combate à lavagem de dinheiro

Atualizado em 27 de abril de 2026 às 19:29
Cláudia Sheinbaum, a direita, elogiou a iniciativa do Pix brasileiro como uma das melhores no combate a lavagem de dinheiro
O presidente Lula ao lado da presidente do México, Cláudia Sheinbaum. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, citou o Pix brasileiro como exemplo de digitalização financeira ao defender a redução do uso de dinheiro em espécie no país visando o combate à lavagem de dinheiro. A declaração foi feita nesta segunda-feira (27), durante coletiva de imprensa, ao tratar de medidas para ampliar pagamentos digitais.

“Quanto menos dinheiro em espécie estiver em circulação, menor será a lavagem de dinheiro, pois há menos espaço para irregularidades e ilegalidades”, afirmou Sheinbaum. Segundo ela, a digitalização pode beneficiar a população, as empresas e o governo ao reduzir custos e aumentar o controle sobre transações.

A mandatária mexicana disse que o Brasil passou por um processo semelhante com o Pix, sistema que ampliou o uso de meios digitais e reduziu a dependência de dinheiro vivo. Sheinbaum também citou a Índia como exemplo de país que avançou na digitalização financeira nos últimos anos.

O caso brasileiro tem sido observado por outros governos da América Latina. O Pix foi criado pelo Banco Central e se consolidou como sistema de pagamentos instantâneos no país, com mais de 170 milhões de pessoas físicas cadastradas, segundo dados oficiais do BC.

A fala de Sheinbaum ocorre em meio ao debate regional sobre sistemas públicos de pagamento. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também manifestou interesse no modelo brasileiro e pediu que o Brasil amplie o Pix para seu país.

No México, a adoção de sistemas digitais ainda avança em ritmo menor. O CoDi, plataforma criada pelo Banco do México, não alcançou adesão comparável à do Pix no Brasil, segundo levantamentos citados pela imprensa mexicana.

A defesa do modelo brasileiro também ocorre após críticas dos Estados Unidos ao Pix. O Brasil tem afirmado que o sistema é uma infraestrutura nacional de pagamentos e não pretende alterar seu funcionamento por pressão externa.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.