Cobranças de fornecedores e atraso de aluguéis: a situação da Casas Bahia

Atualizado em 21 de agosto de 2026 às 12:38
Fachada de loja das Casas Bahia
Fachada de loja das Casas Bahia. Foto: Reprodução

O Grupo Casas Bahia enfrenta exigências de pagamento à vista por parte de fornecedores e atrasos no aluguel de galpões enquanto aguarda uma decisão da Justiça de São Paulo sobre seu pedido de recuperação judicial. A varejista acumula dívidas de R$ 17,3 bilhões e iniciou negociações com grupos de credores para tentar preservar as atividades da empresa.

A prioridade nas discussões tem sido manter os estoques e garantir o funcionamento das lojas, diante da pressão sobre a operação comercial.

Fornecedores suspenderam entregas de mercadorias e passaram a negociar pagamentos antecipados para realizar novos fornecimentos.

Galpão das Casas Bahia. Foto: Reprodução

Ações de despejo e ajustes nas entregas pressionam operação

Também há ações de despejo em imóveis alugados que abrigam unidades da companhia, em meio aos atrasos nos pagamentos de aluguéis de galpões.

Em nota, a Casas Bahia afirmou que “segue operando normalmente” e disse que atua de forma preventiva para reduzir “eventuais impactos pontuais no abastecimento e nas entregas”.

Entre as medidas adotadas pela empresa está o ajuste dos prazos de entrega de parte dos pedidos feitos pelos consumidores.

A companhia disse que mantém diálogo com parceiros comerciais e fornecedores, que estariam reafirmando apoio à varejista, e afirmou trabalhar para assegurar as condições de continuidade da operação.

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