
Coca-Cola, Tesla, eBay e Nestlé pediram ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que produtos brasileiros fiquem fora da tarifa adicional de 25% proposta contra o Brasil, sob o argumento de que a medida também prejudicaria a economia americana. Com informações de Metrópoles.
As manifestações chegaram ao órgão em 1º de julho, durante a consulta pública da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento usado por Washington para apurar práticas comerciais consideradas prejudiciais.
A proposta de sobretaxa mira milhares de produtos brasileiros e integra uma ofensiva comercial anunciada pelo governo de Donald Trump contra o Brasil.
Washington sustenta que a medida responde a práticas comerciais “injustas” atribuídas ao país, embora as empresas tenham alertado que uma aplicação ampla das tarifas teria efeitos colaterais para a própria indústria americana.

Entre as justificativas usadas pelo governo americano estão críticas ao funcionamento e à regulamentação do Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil.
A investigação também menciona decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo empresas de tecnologia dos Estados Unidos, ponto usado por Washington para sustentar a abertura do procedimento comercial.
O governo americano incluiu ainda acordos comerciais firmados pelo governo brasileiro e regras para o mercado de etanol entre os temas examinados no processo.
Coca-Cola, Tesla, eBay e Nestlé reconheceram os objetivos da investigação, mas pediram exceções para evitar que produtos brasileiros sejam atingidos pela tarifa adicional de 25% e provoquem prejuízos a cadeias econômicas ligadas aos Estados Unidos.