
Após a colisão entre dois helicópteros na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, investigadores da aviação civil iniciaram a apuração das circunstâncias do acidente que deixou seis mortos. O caso ocorreu horas depois de vídeos da queda das aeronaves circularem nas redes sociais e mostrarem explosões e uma intensa coluna de fumaça na região. A investigação está sob responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, as duas aeronaves operavam sob Regras de Voo Visual (VFR), sistema em que os pilotos utilizam principalmente a observação direta do espaço aéreo para manter distância segura de outras aeronaves. Apesar disso, os helicópteros não estavam fora do alcance dos sistemas de monitoramento, já que a circulação na área terminal do Rio exige equipamentos de identificação e transmissão de posição para os controladores de voo.
Uma das linhas de investigação deverá analisar a comunicação realizada pelos pilotos durante o trajeto. Especialistas apontam que aeronaves desse porte normalmente não são obrigadas a possuir sistemas anticolisão de cabine capazes de emitir alertas automáticos em caso de aproximação perigosa. Nessas situações, a separação entre voos depende do contato visual e das informações transmitidas por rádio.
O helicóptero que pegou fogo após a queda era um Eurocopter AS350 B2, atualmente denominado Airbus H125 e conhecido como Esquilo. De matrícula PR-DJJ, o modelo foi fabricado em 2012 e tinha capacidade para um piloto e cinco passageiros. A aeronave realizava um voo procedente de Angra dos Reis quando ocorreu a colisão.

O segundo aparelho envolvido no acidente era um Bell 206B Jet Ranger, de matrícula PP-MAC. Fabricado em 1999, o helicóptero havia decolado de Jacarepaguá apenas com o piloto a bordo. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as duas aeronaves possuíam certificados de aeronavegabilidade válidos no momento da ocorrência.
Em nota, o Cenipa informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foram acionados para realizar os procedimentos iniciais. O órgão declarou: “A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).” O órgão acrescentou que os trabalhos incluem coleta de dados, preservação de elementos e levantamento de informações necessárias para determinar as causas do acidente.
Dois helicópteros se chocaram na manhã deste domingo (14) e caíram em um pátio de veículos da BYD no bairro Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da cidade do Rio.
Pelo menos seis pessoas morreram. O impacto provocou um incêndio de que atingiu diversos carros próximos. pic.twitter.com/YzWbXJeyq7
— Comunicarmais (@ComunicarmaisBA) June 14, 2026