Com 95 assinaturas, Erika Hilton articula apoio à CPI das Big Techs

Atualizado em 6 de novembro de 2026 às 21:57
Erika Hilton
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Foto: Ronny Santos/Folhapress

Com 95 assinaturas reunidas, Erika Hilton (PSOL-SP) busca líderes partidários para ampliar o apoio à CPI das Big Techs. A deputada quer investigar a atuação das plataformas digitais nas eleições de 2026.

O pedido precisa alcançar 171 adesões de deputados. Faltam, portanto, 76 assinaturas para atingir esse número. A articulação nas bancadas ocorre enquanto Erika mobiliza apoio fora do Congresso. É possível acompanhar a proposta no site sobre a CPI das Big Techs.

A deputada e a campanha de Lula suspeitam que restrições nas redes prejudicaram a circulação de conteúdos do petista e favoreceram Flávio Bolsonaro (PL). A proposta concentra atenção na Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp.

Mark Zuckerberg Meta
Mark Zuckerberg, dono da Meta, que é responsável pelo Facebook, WhatsApp, Instagram e pela Meta AI. Foto: Manuel Orbegozo/Reuters

Uma petição popular em apoio à apuração havia ultrapassado 300 mil assinaturas, conforme o levantamento divulgado nesta sexta-feira (6). Esse apoio integra a pressão política pela comissão, mas não substitui as adesões parlamentares necessárias.

A Meta negou ao TSE favorecimento político na distribuição de conteúdo.A empresa afirmou que Lula teve maior alcance acumulado no Instagram durante a campanha, enquanto Flávio publicou menos e alcançou mais pessoas por postagem.

A plataforma sustenta que diferenças de alcance refletem fatores como frequência das publicações, estratégias digitais e interação dos usuários. A coleta de assinaturas para a CPI continua em andamento; a investigação parlamentar ainda não está instalada.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!