Com Bolsonaro fora de combate, aliados evangélicos apostam na chapa Tarcísio-Michelle para 2026

Atualizado em 4 de julho de 2023 às 17:05
Michelle e Jair Bolsonaro ao lado de Tarcísio de Freitas. Foto: Reprodução

Com Jair Bolsonaro (PL) fora da próxima eleição presidencial após ser julgado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aliados evangélicos buscam um novo candidato para 2026.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, uma dobradinha citada por muitos evangélicos inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), na cabeça de chapa e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como sua vice.

Líderes evangélicos disseram à Folha que os dois últimos pleitos, com grande apoio a Bolsonaro, geraram mudanças e, se antes pastores aderiam ao governante da vez, sendo da direita ou à esquerda, agora é mais complicado aceitar nomes progressistas.

Após a inelegibilidade, eles adotaram o discurso de mártir e apontam que o ex-presidente é injustiçado. Nos bastidores, no entanto, acreditam que Bolsonaro seria um excelente cabo eleitoral.

“Sua capacidade de mobilização ainda não sofreu nenhum baque”, disse o apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, à Folha. “Ele vai ser o grande divisor de águas. Quem ele apoiar, boa parcela do povo evangélico vai seguir.”

Segundo o pastor, Michelle, por ser evangélica, tem simpatia no segmento. E, com isso, poderia concorrer com alguém de fora, como o católico Tarcísio.

Outros pastores evangélicos afirmaram que a ex-primeira-dama não tem estofo político para almejar o maior cargo do país já de primeira e, por isso, a opção de colocá-la como vice.

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ex-presidente da bancada evangélica, disse que haveria um entrave com Tarcísio case ele decidir não trocar o Republicanos pelo PL. “Ele terá que ser [o número de chapa] 22”, destacou.

O bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, concorda que Tarcísio “tem sintonia”. O pastor Silas Malafaia também citou o governador e a ex-primeira-dama. “Claro que pode ser, por que não ela?”, questionou sobre a possível candidatura de Michelle.

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