Com Derrite e Nunes, cidade de São Paulo tem alta de homicídios e furtos em 2025

Atualizado em 29 de novembro de 2025 às 19:51
A cidade de São Paulo. Imagem: reprodução

A cidade de São Paulo registrou 404 homicídios entre janeiro e outubro de 2025 — 11 a mais do que no mesmo período do ano passado, alta de 2,8%, segundo dados divulgados na útlima sexta-feira (28) pela Secretaria de Segurança Pública do estado. Embora outubro tenha apresentado queda – 28 assassinatos contra 40 no mesmo mês de 2024 – a capital registrou mais mortes em seis dos nove meses anteriores.

Os furtos também cresceram. Foram 210 mil ocorrências em dez meses, 9,2 mil a mais que em 2024, o equivalente a um aumento de 4,6%. Já os roubos diminuíram: 83,8 mil registros, cerca de 12 mil a menos, representando queda de 13% na comparação anual.

No estado como um todo, houve redução nos índices de homicídios, latrocínios, estupros, roubos e furtos. Foram 2.011 assassinatos em dez meses – 54 a menos que no ano anterior, queda de 2,6%. Os roubos chegaram a 137,9 mil casos, uma redução de 24,5 mil (15%). Os furtos caíram menos: foram 463,4 mil registros, apenas 398 a menos que no mesmo período de 2024.

Os latrocínios somaram 109 casos no estado, com 111 vítimas — 37 a menos que no ano passado. A capital concentrou 31 desses crimes em dez meses, mas com redução de 14 vítimas na comparação anual. No mesmo período, São Paulo registrou 12.198 casos de estupro, 121 a menos que em 2024, queda inferior a 1%. A capital teve 2.437 estupros, 98 a menos.

Os dados de outubro marcam a gestão do prefeito Ricardo Nunes, reeleito em outubro de 2024 para o posto, e o encerramento do secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP), que deixa o cargo para reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados e se dedicar à campanha ao Senado em 2026. Apesar da redução de vários índices criminais, sua administração ficou marcada pela alta letalidade policial e pela expansão da atuação do PCC no estado.

O deputado Guilherme Derrite (PP-SP). Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

Para ocupar o posto, chega o delegado Osvaldo Nico Gonçalves. Neste sábado (29), disse à UOL que que sua gestão priorizará ações contra violência doméstica, pedofilia e roubo de celular. “A polícia vai continuar entrando onde quiser para prender bandido, combater o tráfico e endurecer as penas no Judiciário. Sou operacional, meu olho é na rua”, declarou.

Operações como Escudo e Verão, realizadas no litoral paulista entre 2023 e 2024 após a morte de soldados da Rota, deixaram 84 mortos e se tornaram as ações mais letais da Polícia Militar paulista desde o massacre do Carandiru, em 1992, quando 111 presos foram mortos.

Sofia Carnavalli
Sofia Carnavalli é jornalista formada pela Cásper Líbero e colaboradora do DCM desde 2024.