Com homeschooling, Bolsonaro prepara novo ataque contra a Educação. Por José Cássio

Milton Ribeiro e Damares em live: pode dar certo?

O MEC lançou nesta semana uma cartilha sobre Educação Domiciliar.

A iniciativa surge no momento em que a Câmara dos Deputados se organiza para votar um projeto de lei que regulamenta a atividade no país. Arthur Lira, presidente da Casa, garantiu a Bolsonaro que vai a plenário em junho.

Na cartilha, o MEC enquadra a educação domiciliar, ou homeschooling, na categoria dos Direitos Humanos – além do chefe da pasta, Milton Ribeiro, Damares Alves, ministra da Mulher e da Família, também é entusiasta da iniciativa.

Entre outras definições, o documento aponta personalidades que, segundo o governo, mudaram a história e que foram educadas na modalidade, entre eles Benjamin Franklin, Carlos Gomes, e o Barão de Mauá.

O tema é considerado prioritário no governo Bolsonaro, mesmo diante de problemas educacionais como exclusão digital, déficit de aprendizagem e evasão escolar, por exemplo.

Bem, se o projeto tem Damares e Milton Ribeiro como porta-vozes, e Bolsonaro como mandante, convém ouvir especialistas.

É o que o DCM fez na manhã desta sexta, 28, tão logo tomou conhecimento do lançamento da cartilha para forçar o presidente da Câmara a por o PL em votação.

A opinião é do educador Daniel Cara:

O homeschooling ou a educação domiciliar, junto com o “Escola ‘sem’ Partido” e as escolas militarizadas, compõe as três faces da política educacional do fascismo milicano, pautado no ataque ao conhecimento científico, à pedagogia e à didática, às educadoras e educadores e à escola.

O objetivo é formar robôs, pessoas acríticas.

O fascismo miliciano quer fazer da educação um centro de propaganda política, doutrinação e submissão.

Lutar contra o homeschooling é lutar em favor do direito à educação.

Esses dois projetos de homeshooling que tramitam com a anuência de Arthur Lira não serão vitoriosos, até porque são inconstitucionais.