Com petróleo em alta e indústria de transformação em queda, PIB confirma atividade fraca no Brasil

Agronegócio. Foto: AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO

Publicado originalmente na Rede Brasil Atual (RBA)

O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,6% do segundo para o terceiro trimestre, informou o IBGE na manhã desta terça-feira (3). O resultado, que acompanha projeções de analistas, continua refletindo uma atividade econômica fraca. Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, o crescimento é de 1,2%. O PIB sobe 1% tanto no acumulado do ano como nos quatro últimos trimestres. Em valor corrente, soma R$ 1,842 trilhão.

A comparação do acumulado em quatro trimestres mostra um quadro de estagnação. No terceiro trimestre de 2018, a soma do PIB era de 1,6%. Passou a 1,3% no período seguinte, foi a 1,1% no primeiro e no segundo trimestres deste ano e agora atinge 1%.

O resultado trimestral se deve em boa parte à agropecuária, que teve crescimento de 1,3%. A indústria registrou alta de 0,8% e os serviços, de 0,4%. No caso da indústria, o resultado foi puxado pela área extrativa, que avançou 12%, principalmente devido ao petróleo. Já a indústria de transformação recuou 1%.

Indicador de investimentos, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 2%, mesmo resultado do consumo das famílias. Já o consumo do governo caiu 0,4%. No setor externo, as exportações recuaram 2,8%, enquanto as importações cresceram 2,9%.

Na comparação com o terceiro trimestre do ano passado, a agropecuária cresceu 2,1%, a indústria subiu 1% (com destaque para construção, 4,4%, e indústrias extrativas, 4%), com recuo de 0,5% na transformação, e os serviços também tiveram alta de 1%. O consumo das famílias registrou expansão de 1,9% e o o do governo caiu 1,4%, enquanto a FBCF cresceu 2,9%. As exportações caem 5,5% e as importações sobem 2,2%.

Embora um pouco melhor, a taxa de investimento (FBCF/PIB), de 16,3%, é uma das menores do mundo, quase 10 pontos abaixo da média global e aproximadamente cinco pontos aquém da primeira metade da década – de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de 2010 a 2014 a média foi de 20,5%. Já taxa de poupança correspondeu a 13,5% do PIB neste terceiro trimestre.

Em quatro trimestres (1%), a agricultura sobe 2%, os serviços avançam 1,1% e a indústria não se move, com retração de 0,5% na transformação e de 0,9% no setor extrativo. O consumo das famílias sobe 1,7% e o do governo cai 0,8%.

O IBGE revisou o resultado de 2018. O crescimento passou de 1,1% para 1,3% no ano passado. Também foram revistos os resultados trimestrais deste ano: de -0,1% para zero no primeiro trimestre e de 0,4% para 0,5% no segundo.

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