Com saudade de um bom golpe, PSDB ensaia rasteira em Bolsonaro

O decano adora o poder a qualquer custo

Difícil para o PSDB conter o seu ímpeto golpista.

Se existissem em 1964, certamente os tucanos estariam na “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”, movimento precursor da queda de Jango Goulart e início da ditadura.

Agora, após se associar a Temer no golpe contra Dilma, o partido investe contra Bolsonaro, o candidato que apoiou em 2018 – João Doria, governador de São Paulo, vestiu camiseta do capitão e só faltou fazer arminha, enquanto Bruno Covas, prefeito de São Paulo, aparecia sorridente ao lado do capitão.

Mas como nem as Forças Armadas acreditam mais no mandatário, e as eleições estão a quase um ano de acontecer, o partido já começa a se movimentar.

Coube a um de seus decanos, Tasso Jereissati, anunciar a mudança de posição.

“Sempre disse que era contra o impeachment a medida em que nós tínhamos uma certa expectativa que as coisas pudessem mudar em função do agravamento da crise”, disse o senador (CE) durante participação no programa Manhattan Connection, exibido pela TV Cultura, nesta quarta-feira (31).

“Perdi completamente a expectativa na regeneração do Bolsonaro. Tenho dúvida até sobre seu equilíbrio mental”.

No trololó com apaniguados da emissora custeada pelo governo paulista comandado por Doria,  Tasso disse que não acredita que Bolsonaro possa se “regenerar”.

“Bolsonaro não tem jeito”, disse. “O problema dele é médico. É psiquiátrico, não político.”

É ou não indício de que o partido pode seguir por um caminho visando afastar o mandatário do poder?