Como a ditadura militar impulsionou a teologia reacionária de igrejas americanas

O Chefe do Gabinete Militar, General Figueiredo, e o General Médici em pregação do Reverendo E. Bernhoeft, figura religiosa que acompanhava os generais em inúmeros atos e eventos evangélicos. Foto: Jornal do Brasil – RJ, arquivo

Publicado originalmente no Jacobin Brasil:

Por Gabriel Gonçalves

Durante a Guerra Fria, o cristianismo evangélico foi alçado ao mainstream da cultura política ocidental, segundo a professora de história Angela Lahr, em pesquisa publicada pela Universidade de Oxford em 2020. O temor de uma guerra nuclear permitiu aos evangélicos uma leitura apocalíptica da conjuntura da época, enquanto a ideologia do anticomunismo deu espaço para interpretações que reforçaram a narrativa do embate entre o bem absoluto (EUA) contra as trevas (URSS).

Na política externa estadunidense, os evangélicos conservadores propagaram o “American way of life” e consolidaram as raízes conservadoras da religião em países aliados como o Brasil, onde há evidências de que a ascensão do cristianismo evangélico durante a ditadura militar foi impulsionado pelos generais brasileiros e pelo capital internacional ocidental, numa tentativa de instaurar nas classes trabalhadoras ideologias e pautas ligadas aos costumes estadunidenses, que no plano político já imperavam na aliança entre o governo militar e os EUA.

Ministro de Castello Branco pede isenção

Uma das primeiras evidências dos esforços conjuntos entre a ditadura militar e o capital estadunidense na difusão do evangelismo é noticiada em uma discreta nota publicada no Jornal do Brasil (RJ) em setembro de 1964, apenas cinco meses após o golpe militar ter sido instaurado em abril daquele ano. Uma nota informa que o Ministro de Viação e Obras Públicas do governo militar, Juarez Távora, enviou ao presidente Castello Branco um projeto de decreto que “isenta dos impostos de importação, de consumo e das taxas aduaneiras a doação de 30 mil toneladas de donativos (não-especificado), doados pela Christian Relief Services (CRS), dos Estados Unidos, para a Confederação de Igrejas Evangélicas Fundamentalistas do Brasil”.

Beneficiária da isenção tributária requisitada pelo ministro do governo militar, a Christian Relief Services (CRS) tem hoje em seu quadro de diretores profissionais que também prestam serviços militares e de inteligência às instituições do Estado norte-americano, como é o caso do Coronel J. Williams (Chefe da Divisão de Estudos e Sistemas de Carreiras do Exército dos EUA), e do Capitão e subcomandante de operações dos EUA, Ad. Eric, além de diretores com alguma relação de prestação de serviço ao governo federal do país, como no caso de Clyde B., que serviu por 17 anos na administração do Departamento do Trabalho dos EUA, e também no caso de R. Josh, fundador de uma companhia de tecnologia prestadora de serviços de inteligência e software para o governo federal norte-americano. No Wikileaks, a Christian Relief Services aparece citada em um documento confidencial entre a central da ONU em Genebra e o Departamento de Estado dos EUA, em críticas ao governo do Zimbabwe, que se recusava a abrir a fronteira para ONGs ocidentais como a CRS, em 2008.

SBB é impulsionada por filial estrangeira e governo federal

Em 1961, se estabelece no cargo de embaixador dos Estados Unidos no Brasil Lincoln Gordon, que nos anos seguintes participaria ativamente da articulação do complô militar que depôs o presidente João Goulart. Naquele mesmo ano, a entidade protestante estadunidense American Bible Society doou um edifício de nove andares para a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), chamado de “Edifício da Bíblia”, destinado a sediar a SBB no Brasil pelos próximos anos, aumentando o patrimônio daquela que viria a ser alçada como uma das organizações religiosas mais próximas do poder no regime militar, em especial com Médici e Geisel, nos anos 1970.

Atuante no país desde 1948, a SBB é resultado da criação, em 1946, da “United Bible Societies (Sociedades bíblicas unidas)”, que, por sua vez, é fruto de uma articulação entre a American Bible Society (EUA) e a British Bible Society (UK) no pós-segunda guerra. Durante toda a Guerra Fria, a United Bible Societies atuou como um braço da ideologia estadunidense em diversos países, sobretudo em países-chave da disputa contra os soviéticos, através da distribuição de bíblias traduzidas para as línguas locais e eventos que promoviam a ideologia protestante. Em entrevista para o Sun Sentinel, o então presidente da United Bible Societies, Rev. John Erickson, deixa claro que uma das grandes ambições da instituição era “ser capaz de quebrar, através do imaginário, a Cortina de Ferro do Muro de Berlim”, e que a UBS chegou a investir, em um ano, cerca de US$ 3 milhões de dólares para a propagação do protestantismo na Europa oriental, mais próxima da URSS.

Inicialmente, a SBB foi relativamente favorecida nas feiras de livros promovidas no país, como a “Feira do Livro” do Rio de Janeiro, e a Bienal do Livro de São Paulo. Enquanto estandes e livros eram censurados pelo Supremo Comando da Revolução — como no caso da proibição das obras da editora Fulgor, na Feira de Livros de 1964 — a SBB ocupou estandes especiais em Bienais do livro, conforme relatado em jornais daquele período.

SBB na Feira do Livro, 1964: Em 1966, o Estado brasileiro, através do Conselho Nacional de Serviços Sociais, concedeu à SBB o Certificado de Entidade Filantrópica e, nos anos seguintes, a SBB passou a distribuir escrituras bíblicas em hospitais. A partir de então, tornaram-se comuns concursos e eventos culturais promovidos pela entidade, com participação direta de autoridades do poder executivo brasileiro.

A segunda edição do “Concurso da Bíblia”, realizada em 1970, contou com uma comissão formada pelo presidente Médici, pelo pastor protestante e presidente da SBB, Benjamim de Morais, e pelo ministro Esdras Gueiros, do Tribunal Federal de Recursos. Em 1972, o evento “Maratona da Bíblia”, também organizado pela SBB, reuniu cerca de 100 cristãos e evangélicos num revezamento ininterrupto da leitura da Bíblia em frente à Prefeitura de Porto Alegre, em cerimônia que contou com discurso do Secretário de Administração do Estado do Rio Grande do Sul, Oscar Machado.

Em dezembro de 1973, foi a vez do ministro da Educação do governo militar, Jarbas Passarinho, presidir no Palácio da Cultura o I Congresso Nacional da Bíblia, patrocinado pela SBB, em um evento que, de acordo com o Jornal do Brasil, contou apenas com teólogos evangélicos e protestantes. A sede, doada pelos norte-americanos, também serviu como local de encontro entre o presidente Geisel e o pastor Ernesto Bernhoeft. Membro do Conselho dos Pastores Evangélicos do Distrito Federal, Bernhoeft foi um agente útil no propagandismo da religião por parte dos generais, ao tornar-se a “companhia religiosa oficial” dos presidentes Médici e Geisel em eventos acerca do tema. O prestígio dos evangélicos e de Bernhoeft era tanto em Brasília na década de 1970, que o aniversário de 150 anos do Poder Legislativo brasileiro contou somente com a apresentação de um coral de crianças evangélicas e um culto conduzido por Ernest Bernhoeft.

Em 1972, ficou ainda mais nítida a aliança entre os generais do regime militar e a SBB: a ONG protestante recebeu do próprio governo federal nada menos que a doação de um edifício de 10 mil metros quadrados, com escritórios, auditório, salas para assistência social e um museu, destinado a servir de sede exclusiva da SBB em Brasília. Para a inauguração, o secretário-geral da SBB, Evaldo Alves, convidou o presidente Médici.

Em entrevista ao Jornal do Brasil sobre a inauguração da nova sede, Evaldo admitiu o interesse da SBB em um dos principais projetos do governo Médici, a Rodovia Transamazônica: “A Transamazônica está sendo objeto de particular atenção para a SBB, que tem distribuído roupas, remédios e bíblias em diversas localidades da região, e pensa programar um plano para levar assistência social e evangelizadora às populações daquela área”, disse o Secretário-Geral da SBB, Evaldo Alves, em abril de 1972. Na mesma declaração, o secretário informou ao periódico que menos da metade do dinheiro doado para a SBB vinha do Brasil, sendo mais de 50% do investimento na entidade feita por organizações protestantes estrangeiras. “Desse total, 46% são levantados no Brasil, e o resto é coberto por um fundo mundial das 50 Sociedades Bíblicas Unidas por 150 países”, disse o secretário.

Parceria entre governo e capital estrangeiro na evangelização de indígenas

A aliança entre o governo militar e a ONG evangélica estadunidense Summer Institute of Linguistics (SIL) foi sem dúvidas a mais polêmica dentre todas as articulações feitas entre governo e o Capital estadunidense a fim de promover o evangelismo durante o regime. De acordo com a pesquisadora e linguista Maria Cândida Drumond Mendes, autora de tese sobre a atuação da SIL no Brasil, a primeira tentativa dos missionários evangélicos de oficializar o seu modelo de alfabetização aqui no país, pelo método de tradução bíblica para a linguagem nativa, ocorreu em 1943. Segundo a pesquisadora brasileira, “a missão propunha enviar mais de 100 linguistas e missionários e, para isso, solicitou licença para visitar as áreas indígenas”, mas esbarrou na negativa do Serviço de Proteção ao Índio, que recusou a proposta, sob o argumento que a educação indígena deveria permanecer sob a competência dos órgãos governamentais.

Em 1954, durante o governo de Getúlio Vargas, a SIL tentou novamente “implementar no Brasil o programa escolar evangélico”, segundo a pesquisadora Maria Cândido Dumond. Mas o governo recusou mais uma vez o projeto. Foi no regime do General Médici, em 1972, que a SIL conseguiu do governo brasileiro autorização para levar aos indígenas um programa de educação baseado na tradução da bíblia. Na evangelização dos indígenas brasileiros, tudo indica que a SIL teve colaboração do governo do Brasil, pela Fundação Nacional do Índio (Funai). É o que diz uma nota publicada no Jornal do Brasil, em 1973, um ano após a concessão da licença para a SIL. A declaração da onde a própria Funai convocava missionários para a evangelização de tribos indígenas, ao lado do missionário evangélico estadunidense James Wilson, da SIL: “A Funai convidou missionários protestantes a fazer trabalhos de educação e comunicação com os índios encontrados em toda a região da Perimetral Norte. O missionário evangélico James Wilson, que integra a missão do Summer Institute of Linguistics, confirmou os entendimentos com a Funai e manifestou preocupação com os indígenas da região”, foi afirmado na nota.

Mais tarde, em um debate sobre Educação na Língua Indígena, mediado pelo General Ismar Araújo, então diretor da Funai da época, houve críticas à atuação da SIL nas comunidades indígenas brasileiras. O padre jesuíta Antônio Lasi pôs em dúvida a honestidade do propósito dos textos escritos que são apresentados aos indígenas: “Sabemos que a língua é apenas um item da cultura — observou. Ainda outro dia, foi entregue a um índio um texto bíblico para o qual ele não estava preparado”. Também criticou a parceria entre Funai e ONGs evangélicas o  Padre José Vicente César, presidente do Conselho Indigenista Missionário: “Como vamos ministrar aos índios ensinamentos bíblicos que para nós que os estudamos há séculos ainda são polêmicos?”, indagou. Em 1978, em entrevista ao Jornal do Brasil, o padre Ferdinando Alexandre Bendoraitis, criticou a atuação dos missionários norte-americanos e da Funai com as comunidades indígenas: “Esse foi o seu grande erro, a ponto de criarem os maiores problemas da Funai. O índio não está preparado para trocar a sua religião e cultura de uma hora pra outra”, afirmou o padre Bendoraitis. Também foram registradas críticas dos religiosos Frei Ângelo e Padre Angelo Venturelli: “”Não adianta trabalhar há 40 anos numa missão se não tiver formação e preparo para entender o comportamento indígena”, criticou Venturelli.

Posteriormente, um dos membros do SIL admitiu que a ONG evangélica norte-americana ganhou mais força com o golpe militar, em comparação com o governo de João Goulart: “No início (quando eram aliados de Darcy Ribeiro) nosso contrato era com o Museu Nacional do Rio, da Universidade do Brasil. Desde então (a partir do Regime Militar, na década de 1960) nossa posição foi fortalecida por um novo contrato com a Universidade de Brasília e, principalmente, um contrato com o Ministério do Interior” (Wycliffe Bible Translators in Brazil, 1969).

Organização de Richmond debate programas para crianças brasileiras

Em 1969, A Secretaria de Comunicação do Rio de Janeiro promoveu um seminário para um debate sobre psicologia infantil, pedagogia nas igrejas e assistência às crianças desamparadas. Presidido pelo pastor norte-americano George Doepp, da Christian Children Foundation. O evento introduziu atuação da ONG evangélica estrangeira no país. A fundação religiosa e beneficente norte-americana se instalou no Brasil em janeiro de 1964, apenas três meses antes do golpe militar, depois de uma decisão da diretoria da organização sitiada em Richmond, nos Estados Unidos.

Em Belo Horizonte, um escritório repassava os recursos estrangeiros recebidos para manter a instituição e sua atuação humanitária de cunho evangélico. Para coordenar e implantar o trabalho no Brasil, a direção norte-americana escolheu o reverendo Dr. George Doepp, missionário da Igreja que atuava no Maranhão.

As faraônicas cruzadas evangélicas de Billy Graham

Um dos principais nomes do debate público estadunidense a partir da década de 1940 foi o pastor protestante Billy Graham. Com um estilo agressivo e pirotécnico de promover seus cultos, foi um dos primeiros evangélicos a dominar as rádios e televisões, se tornando um dos precursores do evangelismo “midiático” reproduzido nos dias de hoje por igrejas como a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Além do estilo performático e inovador começar a ser difundido mundialmente pela mídia, em especial na televisão, Billy Graham ficou famoso por promover uma série de shows e eventos chamados de “Cruzadas”, que visavam converter o máximo de pessoas para o evangelismo, especialmente entre as décadas de 1960 e 1970, durante a Guerra Fria.

O pastor Graham acabou ganhando o apelido de “God machine gun”, em parte por seus cultos performáticos, mas também devido ao seu papel ao lado dos norte-americanos durante a Guerra Fria, segundo reportagem do New York Times. Nas décadas de disputa com os soviéticos, o pastor via que a Alemanha ocidental era o “marco inicial” no que ele falou de “campo de batalha europeu”, predestinada a ser uma fortaleza na Europa para a proteção do “american way of life”, da democracia, do capitalismo e do evangelismo. Uma edição de junho de 1954 da Der Spiegel apresentava Mr. Graham na capa, com a edição intitulada “Religião para consumo em massa”, argumentando que o verdadeiro objetivo de Billy Graham era “orientar as almas para longe do comunismo e para perto de Deus”.

Billy Graham parou o Rio de Janeiro nas duas vezes que veio ao Brasil, em 1960 e em 1974, nas chamadas “Cruzadas evangélicas”, promovidas essencialmente para converter em evangélica as populações não-estadunidenses ao redor do mundo durante as décadas de Guerra Fria. Na sua primeira passagem, em 1960, suas apresentações no Maracanã reuniram cerca de 172 mil pessoas, tendo 10 mil dessas se autodeclaradas “recém-convertidas” após os eventos, segundo o Jornal do Brasil. Alertou que o crescimento da União Soviética lhe assustava: “Talvez seja este o nosso último Congresso. Ninguém sabe para onde vai esse mundo sem mundo. O que nós temos feito? […] E isso em 40 anos. Eles tem feito com a mentira mais do que nós com a verdade”, acusou o pregador após um debate voltado para a defesa dos valores da liberdade. No 10º Congresso da Aliança Batista Mundial, Billy Graham foi homenageado pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, que lhe concedeu o título de Cidadão Carioca.

A segunda vinda de Graham para o Brasil, em 1974  —  desta vez apenas nas apresentações das famosas “Cruzada evangélica”  —  pode ser considerada o grande marco de consolidação da aliança entre o evangelismo norte-americano e o governo militar brasileiro, em termos de números, mobilização, repercussão e atenção dada pelas autoridades brasileiras do governo. Ao chegar no Brasil, o protestante foi recebido na pista do Aeroporto do Galeão pelo governador Chagas Freitas, do Estado do Rio de Janeiro. Em seguida, foi recebido em Brasília pelo presidente Geisel, em “audiência especial”. Na troca de elogios, o presidente do Brasil afirmou que a cruzada evangélica de Graham era muito importante para o país, “por associar ao crescimento material do país o indispensável fortalecimento espiritual”. Geisel lhe deu uma bandeira do Brasil, recebendo uma bíblia em troca, seguido de elogios de Billy Graham ao desempenho da economia brasileira daquele ano: “no momento o Brasil desperta a atenção do mundo como verdadeira esteira de crescimento econômico”.

Em encontro com jornalistas no hotel Rio-Sheraton, o pregador falou sobre a crise do petróleo, que teve início no ano anterior, causando a Guerra do Yom Kippur, onde os Estados Unidos apoiaram Israel e a URSS o Egito e a Síria: “se a crise do petróleo não for estancada, dentro de cinco anos será inevitável uma catástrofe mundial […] a bomba atômica, a fome, a corrupção moral e o acúmulo das riquezas em mãos árabes são todos sinais de que a volta de Cristo está próxima”, declarou.

O investimento na cruzada para a conversão dos brasileiros ao evangelismo foram faraônicos. Ao todo, as cinco apresentações de Billy Graham no Maracanã atraíram um público estimado em 615 mil pessoas. Para atrair a população, foram distribuídos 3 milhões de folhetos evangélicos pelo Rio de Janeiro. Segundo o Jornal do Brasil, a apresentação final da Cruzada bateu o recorde de público no Estádio do Maracanã, com um público de 219 mil pessoas. O evento contou com um coral de 12 mil vozes, comissões de transporte, hospedagem, segurança, alimentação e imprensa.

Durante os dias das Cruzadas, houve pregações especiais em diversas igrejas do Rio de Janeiro e foram realizadas aulas de evangelização para 8 mil pastores de Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia, numa escola de evangelismo instalada no Maracanãzinho. Cerca de 2.600 ônibus estavam estacionados nos entornos do Maracanã, trazendo fiéis de diferentes partes da América do Sul para assistir ao pastor estadunidense de perto. Estiveram na tribuna de honra do Maracanã o governador do Rio de Janeiro, Chagas Freitas, o presidente do Congresso, Raimundo Padilha, os senadores da Arena Paulo Torres e Magalhães Pinto, e o deputado Daso Coimbra (Arena-RJ).

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