Aécio e o jornalismo da Globo em Brasília. Por Paulo Nogueira

O Casal Aécio 1 e o Casal Aécio 2
O Casal Aécio e o Casal Pereira

 

Continuam a chegar ao DCM mensagens de jornalistas da Globo indignados com o que a empresa vem fazendo na caça a Lula e, por extensão, à democracia.

Y remeteu fotos para reforçar uma afirmação que tínhamos dado: a existência de um casal da Globo em Brasília com uma extraordinária vinculação com o senador Aécio, Andreia Sadi e Paulo Cesar Pereira. Ele é coordenador de política do Globo em Brasília, ela repórter de política da GloboNews. Ele é primo de Aécio.

“É importante você dizer que tudo que os repórteres do Globo apuram em Brasília vai dar no Aécio no mesmo dia”, diz Y.

As fotos remetidas por Y estão no Facebook de uma jornalista presente ao casamento.

Pulitzer, o gênio inventor do moderno jornalismo, dizia que jornalista não pode ter amigo, ou seu trabalho fica irremediavelmente comprometido.

A Globo – e não só ela, entre as grandes empresas jornalísticas – pratica o exato oposto de Pulitzer, e você pode julgar, pela qualidade e honestidade jornalística das duas partes, quem está certo e quem está errado.

Os leitores e os espectadores do Casal de Aécio em Brasília são submetidos a uma enxurrada de ‘análises e informações’ sem que tenham ideia de quanto todo o material está envenenado já na origem.

Y diz: “Na época do casório ele estava no Globo e ele na Folha. Por isso a jornalista que registrou no Face o casamento chamou os dois de Chapa Globo-Folha.”

Padrinho feliz
Aécio

O DCM só dá este tipo de foto e informação por entender que se trata de algo de fabuloso interesse público.

A Folha, com sua transparência cínica, costuma informar os leitores quando seus jornalistas viajam e fazem textos de turismo a convite de alguma companhia aérea ou coisa parecida.

Mas esconde quando eles têm ligações perigosíssimas com as fontes que cobrem.

A rigor, jornalistas jovens como Andreia e Paulo Celso são também vítimas. Ninguém aparentemente lhes contou como a ética jornalísticas é ferida de morte em situações como a que eles vivem. As corporações jornalísticas vão formando pessoas sem noção das coisas, jornalistas que infringem regras básicas e centenárias sem sequer saber o que estão fazendo.

E no entanto eles são capazes de repetir chavões como a hilariante missão do Jornal Nacional. “O Jornal Nacional tem por objetivo mostrar aquilo que de mais importante aconteceu no Brasil e no mundo naquele dia com isenção, pluralidade, clareza e correção.”

Isto é Globo. Isto é Folha. Isto é o jornalismo brasileiro. Isto é a chapa Globo-Folha.

Pobre sociedade.

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NOTIFICAÇÃO EXTRAJUDICIAL:

 

ANDREIA KOUDSI SADI PEREIRA, brasileira, casada, jornalista, com endereço profissional na SRTV Norte Quadra, 701 Conj. A Lote 1, Brasília/DF, vem, por meio da presente, NOTIFICÁ-LOS do que se segue:

 

A notificante tomou conhecimento de que no dia 02/02/2017 foi publicado no Blog “Diário do Centro do Mundo – DCM”, de responsabilidade dos notificados, post  intitulado ” O casal de Aécio no jornalismo da Globo em Brasília ” com informações inverídicas a seu respeito, especialmente a de que o Senador Aécio Neves foi seu padrinho de casamento, conforme consta da url https://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-casal-de-aecio-no-jornalismo-da-globo-em-brasilia-por-paulo-nogueira/ :

 

(…)

“O Paulo Celso é primo do Aécio. Passa tudo que os repórteres levam a ele para o primo. E ele é casado com a Andreia, da GloboNews. O padrinho de casamento dos dois é o Aécio.”

 

(…)

Andreia não faz muito esforço para disfarçar seu vínculo com Aécio. Num tuíte, ela escreveu: “O Aécio me disse que etc etc etc”. Em nome da transparência, talvez ela pudesse dizer o seguinte: “Meu padrinho me disse que etc etc.”

 

Contudo, a afirmação feita a respeito da notificante não corresponde à realidade, pois o Senador Aécio não foi seu padrinho de casamento.

 

Tal afirmação atrelada à de que seria uma representante do Senador na Globo, empresa de jornalismo na qual trabalha, como inclusive menciona o título do post em comento, coloca em dúvida a seriedade do jornalismo que sempre praticou e também a sua credibilidade como profissional, pois induz o leitor a acreditar que seu trabalho não é exercido com a isenção que sua profissão exige.

 

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