Como Donald, Doria e Luciano nunca se dedicaram ao bem público antes. Por Pedro Cardoso

Pedro Cardoso. Foto: Reprodução/Instagram

Publicado originalmente no perfil de Instagram do autor

POR PEDRO CARDOSO, ator

Reproduzo vídeo publicado no UOL. A cena se passa na assembléia paulista; exibe um tal Arthur dando demonstração de sua virilidade associada a pretendida revolta patriótica. É um show para chamar a atenção, sem dúvida; nada além disso. Essa é uma das fraquezas da nossa democracia: O processo eleitoral é refém da comunicação para multidões. Para ser eleito, o desejoso de poder precisa antes ser conhecido.

Grande número de empregados nossos do tipo deputado fizeram antes suas famas nas redes antissociais. Para tanto, forjaram personalidades exuberantes que lhes trouxessem atenção. A fantasia sobre o PT ser o coração da maldade serviu-lhes de roteiro. Todos queriam a notoriedade para obterem os votos que os levariam ao emprego bem remunerado do Poder. Não devemos desprezar este fato. A democracia está soterrada sob a publicidade.

O presidente dos EUA só se tornou presidente porque antes se fez nacionalmente conhecido como apresentador de um show de realidade. Não tivesse sido um astro da TV, Doria dificilmente teria se destacado da multidão de anônimos invisíveis que são todos os outros. Agora Luciano se oferece a possibilidade de concorrer tendo como fiador de suas ambições o fato de ser famoso. Como Donald, Doria e Luciano nunca se dedicaram ao bem público antes. Tudo o que fizeram foi para eles mesmos; o que não é um mal em si. Eu fiz o mesmo. Nunca me engajei em atividade de adm pública. Contribui para a coletividade ao mesmo tempo em que fazia a minha vida particular progredir. Eu e toda pessoa que trabalha e paga impostos.

Luciano e Donald entre nós. Porque haveríamos, qualquer um de nós, de postularmos serviço público sem antes nunca na vida termos nos preparado para tal função? Porque tanta gente quer ser político sem ter jamais antes se dedicado especificamente ao bem comum? Por sede de Poder, eu acho. Na onda fascista dominate, dezenas desses alpinistas sociais realizaram o sonho de participar da politicolândia brasileira.

O empregado nosso do vídeo é um desses. 57 milhões de pessoas levaram a incivilidade ao poder. Não temos ainda um país onde viver. Falta-nos tudo. A cena na assembléia de SP atesta quem são os fascistas da hora.

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Bom dia. Reproduzo vídeo publicado no UOL. A cena se passa na assembléia paulista; exibe um tal Arthur dando demonstração de sua virilidade associada a pretendida revolta patriótica. É um show para chamar a atenção, sem dúvida; nada além disso. Essa é uma das fraquezas da nossa democracia: O processo eleitoral é refém da comunicação para multidões. Para ser eleito, o desejoso de poder precisa antes ser conhecido. Grande número de empregados nossos do tipo deputado fizeram antes suas famas nas redes antissociais. Para tanto, forjaram personalidades exuberantes que lhes trouxessem atenção. A fantasia sobre o PT ser o coração da maldade serviu-lhes de roteiro. Todos queriam a notoriedade para obterem os votos que os levariam ao emprego bem remunerado do Poder. Não devemos desprezar este fato. A democracia está soterrada sob a publicidade. O presidente dos EUA só se tornou presidente porque antes se fez nacionalmente conhecido como apresentador de um show de realidade. Não tivesse sido um astro da TV, Dória dificilmente teria se destacado da multidão de anônimos invisíveis que são todos os outros. Agora Luciano se oferece a possibilidade de concorrer tendo como fiador de suas ambições o fato de ser famoso. Como Donald, Dória e Luciano nunca se dedicaram ao bem público antes. Tudo o que fizeram foi para eles mesmos; o que não é um mal em si. Eu fiz o mesmo. Nunca me engajei em atividade de adm pública. Contribui para a coletividade ao mesmo tempo em que fazia a minha vida particular progredir. Eu e toda pessoa que trabalha e paga impostos. Luciano e Donald entre nós. Porque haveríamos, qualquer um de nós, de postularmos serviço público sem antes nunca na vida termos nos preparado para tal função? Porque tanta gente quer ser político sem ter jamais antes se dedicado especificamente ao bem comum? Por sede de Poder, eu acho. Na onda fascista dominante, dezenas desses alpinistas sociais realizaram o sonho de participar da politicolândia brasileira. O empregado nosso do vídeo é um desses. 57 milhões de pessoas levaram a incivilidade ao poder. Não temos ainda um país onde viver. Falta-nos tudo. A cena na assembléia de SP atesta quem são os fascistas da hora.

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