Como é a ponte de 40 metros onde Duda Rodrigues morreu em salto sem corda

Atualizado em 14 de junho de 2026 às 11:16
Ponte do Esqueleto vista a partir da rodovia dos Bandeirantes, no interior de São Paulo – Foto: Reprodução

A Ponte do Esqueleto, estrutura onde Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada sem corda durante um salto de rope jump, fica na zona rural de Limeira, no interior de São Paulo. O local tem cerca de 40 metros de altura e fica na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, entre Limeira e Cordeirópolis.

A estrutura está desativada para o tráfego de veículos há 30 anos. Apesar disso, era usada para atividades de aventura, como ciclismo e saltos em queda livre. Vídeos gravados no local mostram a dimensão da ponte e o cenário onde ocorreu o acidente na manhã de sábado (13).

A Prefeitura de Limeira informou que pretende processar o governo federal por omissão em relação à Ponte do Esqueleto. Em nota, a administração municipal afirmou que “vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área” e que a morte da jovem “torna insustentável e inaceitável a continuidade dessa omissão”.

Segundo a prefeitura, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal. A administração municipal também informou que a Prefeitura e a Câmara Municipal já haviam enviado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. “Nenhuma providência concreta foi adotada”, afirmou o município.

Ponte de onde jovem foi arremessada em Limeira, SP – Foto: Reprodução

O prefeito Murilo Félix (Podemos) disse que é necessário apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso ao local. “Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira”, afirmou.

De acordo com a Polícia Militar, testemunhas relataram que a equipe responsável pela atividade esqueceu de prender a corda em Maria Eduarda antes do salto. Seis pessoas foram detidas, e três permaneceram presas. O caso é investigado pela Polícia Civil.

Um vídeo que circula nas redes sociais registrou o momento em que pessoas no local perceberam que a jovem havia sido lançada sem o equipamento de segurança. Nas imagens, Maria Eduarda é carregada por três funcionários até a estrutura de salto e, depois de ser impulsionada da plataforma, uma pessoa grita: “A corda”. Em seguida, outra voz diz: “Gente, a corda”.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas, mas a morte foi constatada no local. Os homens que aparecem nas imagens usavam camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os três presos, afirmou que o rope jumping não é regulamentado, mas também não é proibido, e classificou o caso como uma “triste fatalidade”.