Como está a rejeição dos candidatos à presidência, segundo o Datafolha

Atualizado em 11 de abril de 2026 às 15:09
Rejeição de Flávio Bolsonaro e Lula são as maiores, acompanhadas de Caiado e Zema.
Respectivamente, Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo)

Mesmo diante de um massacre da imprensa tradicional e com seu governo sendo alvo de fake news todos os dias, Lula mantém uma taxa de rejeição próxima de Flávio Bolsonaro, segundo o Datafolha. O levantamento divulgado neste sábado (11) mostra que 48% dos eleitores dizem não votar de jeito nenhum no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 46% afirmam o mesmo sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Os dois aparecem no topo desse indicador e também seguem como principais nomes da disputa. No primeiro turno, Lula registra 39% das intenções de voto e Flávio tem 35%. Na simulação de segundo turno, o senador marca 46% e o presidente, 45%, resultado dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Entre os demais pré-candidatos testados, Romeu Zema (Novo) tem 17% de rejeição e Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 16%. Os dois ficam abaixo de Lula e Flávio nesse quesito, mas partem de um nível bem menor de conhecimento nacional.

O próprio levantamento mostra essa diferença de exposição. Lula é conhecido por 99% dos entrevistados, e Flávio por 93%. Já 56% dizem não conhecer Zema, enquanto 54% afirmam não conhecer Caiado.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 137 cidades entre terça-feira (7) e quinta-feira (9). O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro BR-03770/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.

O quadro desenhado pelo Datafolha mantém Lula e Flávio no centro da corrida presidencial e concentra nos dois os maiores índices de rejeição desta rodada. Caiado e Zema aparecem com resistência menor, mas ainda longe do mesmo patamar de conhecimento dos dois líderes da disputa

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.