
A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, anunciou que pedirá à Justiça Federal que seja aplicado a ele o mesmo direito concedido a Daniel Vorcaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido visa garantir que ele possa ter encontros com seus advogados sem monitoramento, gravação ou agendamento prévio, como foi decidido no caso do banqueiro, que está preso na mesma unidade.
Os advogados de Marcola argumentaram que o direito à comunicação confidencial entre advogado e cliente é essencial para o exercício da advocacia e para a garantia da defesa. Segundo eles, a decisão do STF em favor de Vorcaro deve ser estendida a todos os presos, independentemente de sua condição, pois a confidencialidade é um princípio fundamental do Estado Democrático de Direito.
“Diante desse entendimento firmado pela Suprema Corte, a defesa de Marco Willians Herbas Camacho entende que o mesmo direito deve ser igualmente assegurado, por se tratar de garantia essencial ao exercício da advocacia e ao próprio direito de defesa”, afirmaram os defensores.
O pedido será apresentado ao juiz corregedor responsável pela Penitenciária Federal de Brasília, onde Marcola está detido. A decisão do ministro André Mendonça no caso de Vorcaro já havia permitido que as visitas de advogados ocorressem sem qualquer tipo de monitoramento ou gravação, além de autorizar a entrega de cópias dos autos e a realização de anotações durante os encontros.

Além de Marcola, outros presos da Penitenciária Federal de Brasília já recorreram ao STF, solicitando o mesmo direito. Entre eles estão Carlenilto Pereira Maltas, acusado de envolvimento nos assassinatos de integrantes do PCC, e Antônio José Muller Júnior, chefe da facção.
As defesas desses presos argumentam que o monitoramento nas visitas é uma violação das prerrogativas da advocacia, com base na decisão favorável a Vorcaro. Os processos foram protocolados no STF nesta quarta (11), e os defensores esperam uma decisão rápida.
A defesa de Marcola também afirmou que, caso o pedido não seja acolhido pela instância responsável pela unidade prisional, recorrerá diretamente ao STF.