
O PT reagiu nesta quarta-feira à defesa do Bolsa Família feita pelo senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto, e acusou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar mudar o discurso sobre o programa social enquanto cai nas pesquisas.
O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Flávio está “em queda nas pesquisas” e “finge até defender” o Bolsa Família. A reação ocorreu depois de o senador chamar o programa de “direito adquirido” do povo brasileiro.
A sigla divulgou um vídeo com falas antigas de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticando o Bolsa Família. A peça termina com a frase “eles podem até fingir, mas o povo conhece a verdade”.
Na segunda-feira, Flávio afirmou que o Bolsa Família representa uma “estabilidade para quem já passou fome”. O senador também defendeu uma mudança para permitir que beneficiários continuem recebendo o recurso por mais tempo após conseguirem emprego formal ou abrirem uma empresa.
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Flávio propõe ampliar proteção para quem entra na formalidade
O bolsonarista sugeriu ampliar a regra de proteção do programa, mas não detalhou como faria a mudança. Pela regra atual, quando o beneficiário assina carteira, ele passa a receber 50% dos valores por mais dois anos, desde que a renda por pessoa da família não ultrapasse meio salário mínimo.
“Muita gente tem um preconceito com relação a quem está no Bolsa Família, como se não quisessem trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente. E não vão para a formalidade porque têm medo de perder o benefício”, disse Flávio.
O senador afirmou que pretende propor a criação de “um programa para garantir que as pessoas permaneçam ganhando o Bolsa Família em caso de passarem para um emprego formal ou abrirem a sua própria empresa por um período mais longo”.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada há uma semana mostra Lula à frente na corrida pelo Planalto, com 39% das intenções de voto no primeiro turno, estável em relação ao levantamento anterior. Flávio aparece com 29%, ante 33% em maio, e também fica atrás do petista em simulação de segundo turno: 44% a 38%. O levantamento aponta perda de apoio do senador especialmente entre evangélicos, mulheres, jovens e eleitores da região Sudeste.