Como pedidos de pizza podem ajudar a prever operações militares dos EUA

Atualizado em 6 de janeiro de 2026 às 22:28
Donald Trump comendo fatia de pizza e olhando para o lado, em close
O presidente dos EUA, Donald Trump, comendo um pedaço de pizza – Reprodução

Em um cenário marcado por circulação instantânea de informações e tecnologia por todos os lados, parece estranho imaginar que pedidos de pizza em Washington, DC, possam indicar uma ação militar iminente dos EUA. Ainda assim, o chamado “Pentagon Pizza Index” (Índice da Pizza do Pentágono) voltou recentemente a ganhar visibilidade.

A ideia por trás desse índice, que tem movimentado as redes sociais, é direta: em períodos de forte tensão internacional, civis e militares que atuam no Pentágono costumam estender o expediente e recorrer a comida rápida para aguentar longas jornadas.

Para isso, o índice observa dados como horários de pico no Google Maps e a atividade em redes sociais que monitoram padrões de pedidos e acessos a pizzarias da região, buscando identificar movimentos fora do comum.

Nas primeiras horas da madrugada de 3 de janeiro, a página Pentagon Pizza Report registrou um aumento considerado “anormal” no número de pedidos em várias pizzarias próximas ao Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Um exemplo foi a Pizzato Pizza, localizada a poucos minutos do edifício e que funciona até as 3 da manhã. Próximo ao horário de fechamento, houve um volume elevado de pedidos, algo pouco frequente.

Segundo a mesma página, naquela madrugada, bares próximos ao Pentágono — como o Freddie’s Beach Bar e o Crystal City Sports Pub — tiveram movimento abaixo do habitual.

Pouco depois desse pico suspeito de pedidos, os Estados Unidos avançaram com o ataque à Venezuela e anunciaram o sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Essa associação entre pedidos de pizza e tensões internacionais existe há várias décadas. Episódios semelhantes teriam ocorrido nos anos 1980, durante a invasão de Granada em 1983, a intervenção dos Estados Unidos no Panamá em 1989 e, no início dos anos 1990, no contexto da Guerra do Golfo.

Ainda que a teoria soe como algo saído de um filme e reúna diversas coincidências, ela não conta com comprovação científica.